Os aportes somaram US$ 6,1 bilhões no ano, impulsionados principalmente pelos setores de energia, mineração e mobilidade elétrica.
De acordo com o levantamento, o Brasil respondeu por 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior em 2025, à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão.
O relatório mostra ainda que o Brasil foi o único país a permanecer entre os cinco destinos que mais receberam investimentos chineses nos últimos cinco anos.
O setor de eletricidade liderou os aportes, com US$ 1,79 bilhão (aproximadamente R$ 8,8 bilhões) — cerca de 29,5% do total investido — concentrados em projetos de energia renovável e transmissão.
Já a mineração foi o grande destaque do ano, segundo o estudo, com investimentos que mais que triplicaram em relação a 2024 e atingiram US$ 1,76 bilhão (cerca de R$ 8,6), impulsionados pelo interesse chinês em minerais críticos ligados à transição energética, como níquel, cobre e ouro.
A mobilidade elétrica também avançou. O setor automotivo recebeu US$ 965 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) em investimentos, alta de 66% na comparação anual, puxado pela expansão de montadoras chinesas no país.
O relatório cita a inauguração das fábricas da BYD, na Bahia, e da GWM Brasil, em São Paulo, além da parceria entre a Geely Auto e a Renault Brasil.
O setor de petróleo permaneceu entre os principais destinos dos investimentos chineses no Brasil em 2025, com aportes de US$ 804 milhões (cerca de R$ 3,9 bilhões). Apesar da queda de 24% em relação a 2024, a área respondeu por 13,3% do total investido pela China no país e ficou em segundo lugar em número de projetos.
O principal movimento do ano foi a entrada da China National Petroleum Corporation (CNPC) na Foz do Amazonas. A estatal chinesa adquiriu nove blocos exploratórios na região, em consórcio com a Chevron, ampliando a presença chinesa no Norte do país. O avanço ajudou a região a alcançar participação recorde na atração de projetos chineses em 2025.
Segundo o diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC e autor do estudo, Tulio Cariello, o avanço é resultado de uma combinação de fatores internos e externos.
“Esse quadro reflete um cenário de maior atratividade relativa dos ativos brasileiros, em especial para investidores chineses, devido a fatores internos, como a depreciação do real frente ao dólar, o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a abundância de recursos minerais e energéticos e a matriz elétrica limpa do país”, afirmou.
O relatório também aponta que as tensões geopolíticas e as restrições a investimentos chineses nos mercados dos Estados Unidos e da Europa têm contribuído para redirecionar parte do capital ao Brasil.
Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade dos aportes em setores ligados à transição energética, tecnologia da informação, petróleo, mineração e manufaturas avançadas.
Fonte: G1
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1840 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1840 EURO: R$ 5,9040 LIBRA: R$ 6,8750 PESO…
A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o…
As ladeiras de Ouro Preto voltarão a ser ocupadas pelo cinema. Não apenas pelas telas…
A Copa do Mundo 2026 terá, nesta quinta-feira (25), a terceira e última rodada da…
O Brasil está classificado para a segunda fase da Copa do Mundo 2026 como líder do Grupo…
Diversos países do mundo lamentaram os terremotos que devastaram a Venezuela na quarta-feira e anunciaram nesta quinta-feira…
This website uses cookies.