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RN registra mais de 1 mil mortes maternas em 2025

O número de mortes maternas no Rio Grande do Norte voltou a crescer em 2025, após registrar queda no ano anterior. Dados do Ministério da Saúde apontam que o estado contabilizou 1.014 casos no último ano, um aumento de 4,6% em relação a 2024, quando houve 969 registros. Em 2023, foram 992 ocorrências.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 90% das mortes maternas podem ser evitadas com diagnóstico precoce. Para a prevenção, são essenciais o acompanhamento pré-natal de qualidade e a assistência adequada durante a gestação, o parto e o puerpério.

Segundo o presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), Robinson Dias, os números mostram a necessidade de fortalecer toda a linha de cuidado à gestante.

“Esses casos estão relacionados, principalmente, às desigualdades geográficas, sociais e educacionais que ainda dificultam o acesso de muitas mulheres a um pré-natal qualificado e adequado ao seu perfil de risco. Muitas vezes, a gestante inicia o acompanhamento tardiamente ou enfrenta barreiras para chegar aos serviços especializados quando surgem complicações. A identificação precoce desses riscos é fundamental para evitar desfechos graves”, afirma.

De acordo com o médico, as principais causas de morte materna atualmente são a pré-eclâmpsia e as hemorragias.

“Hoje, as maiores causas de morte materna são a pré-eclâmpsia e as hemorragias. Ambas podem ser controladas quando a gestante realiza um pré-natal adequado e tem acesso, no momento certo, a uma maternidade de referência. O grande desafio é garantir que esse cuidado chegue a todas as mulheres”, diz.

Evento vai discutir prevenção

A mortalidade materna será um dos temas da 38ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte, promovida pela Sogorn nos dias 6 e 7 de agosto, no Hotel Senac Barreira Roxa, em Natal.

O evento reunirá especialistas de diferentes estados para discutir prevenção, atendimento a gestações de alto risco, urgências obstétricas e evidências científicas voltadas à assistência materna.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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