O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reiterou nesta quinta-feira (9) que o país mantém seu compromisso com o acordo nuclear do Irã em telefonema com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse o porta-voz do premiê.
“O premiê reiterou que o compromisso contínuo do Reino Unido com o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global) e com o diálogo contínuo para evitar a proliferação nuclear e reduzir as tensões”, afirmou ele, acrescentando que a posição britânica é de que o acordo é o melhor possível.
Em seu discurso de quarta-feira (8), Donald Trump pediu aos países que ainda estão no acordo nuclear (Alemanha, China, Reino Unido, Rússia e França) o abandonem.
Qassem Soleimani, chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens mais poderosos do país, morreu em um ataque com drone dos Estados Unidos na semana passada, em Bagdá, no Iraque.
Os iranianos prometeram vingança e, nesta semana, eles atacaram com 22 mísseis duas bases americanas no Iraque. Não houve mortos em consequência desses disparos.
O acordo nuclear com o Irã foi alcançado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações, entre o governo da República Islâmica e um grupo de potências internacionais, liderado pelos EUA.
O chamado grupo P5 + 1 – cinco membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha – aceitou encerrar as sanções ligadas ao programa nuclear iraniano, em troca de seu desmantelamento.
O pacto entrou em vigor em outubro de 2015 e passou a ser aplicado de fato em janeiro de 2016, após a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) ter verificado que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos.
Isso levou ao levantamento, quase imediato, das sanções de países e da ONU relacionadas ao programa nuclear do Irã, incluindo as aplicadas aos setores de finanças, comércio e energia. Bilhões de dólares de bens congelados de iranianos foram liberados.
Em 2018, Donald Trump saiu unilateralmente do acordo. Durante sua campanha presidencial, ele criticou o pacto, e afirmou que ele deveria incluir dois itens: a proibição da atuação do Irã em conflitos regionais no Oriente Médio e limites ao armamento não-nuclear do país.
Em retaliação, o governo iraniano vem quebrando várias partes do pacto. Em setembro de 2019, o país abandonou os limites para pesquisa e desenvolvimento nuclear, e, em julho, ultrapassou o limite do estoque de urânio enriquecido previsto no trato.
Fonte: G1
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