Na noite da quinta-feira, lágrimas me molharam muito mais do que os caroços líquidos da chuva que pingavam sobre Natal.
Na minha diária peregrinação individual para entregar comida a moradores de rua, algumas pessoas de mãos estendidas pediam cobertores mais até do que o alimento saboroso, quente, forte e revigorante que lhes levei.
Lamentavelmente, eu levava comigo menos de quinze lençóis, colchas e colchonetes, e tive que sofrer ao ouvir, impotente, mães pedindo um pedaço de pano para proteger suas crianças pelo menos do frio, já que nenhum tecido que lhes levei era impermeável.
Ah! Meus, como eu queria ter MUITO mais para eles!
Roberto Guedes – jornalista
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