A TRISTE MARCHA DA “RECESSÃO DEMOCRÁTICA” –
O termo “recessão democrática” foi uma expressão citada pelo cientista político norte-americano Larry Diamond, para descrever o fim do processo de crescimento das democracias no mundo, observado entre os anos 80 até 2015. Essa fragilização recente das democracias, inclusive observada em territórios políticos sólidos, representou o objeto maior do estudo de Steven Levitsky & Daniel Ziblatt, no clássico livro “Como as Democracias Morrem”.
Desde 2016, o que se observa nesse ambiente de riscos democráticos é a existência de um ideário próprio, devidamente articulado e propagado, que se coloca de fora para dentro dos sistemas políticos. Tratam-se dos “outsiders”, que assumem valores puristas e se autoproclamam anti-sistema, contrários ao establishment.
Justo por defenderem a tese negacionista, diante de uma estrutura política que julgam como “viciada”, esses “outsiders” apostam na ruptura do sistema. Mesmo que se utilizem, num primeiro momento, dos meios democráticos (eleições livres) e que aceitem as regras institucionais ditadas pelo jogo da democracia (respeito à Constituição, ao Judiciário/Legislativo e liberdade da Imprensa), uma vez empoderados mudam o tom e destilam o veneno da “desconstrução”. A partir desse momento é que a amplitude negacionista se abraça com as teses conspiratórias. E aí os “outsiders” se vitimizam, pois se sentem atingidos nos seus interesses ideológicos. Não há dispositivo constitucional, sentença judicial, crítica da imprensa e até resultados eleitorais que lhes caibam. Afinal, tornam-se mensageiros divinos, salvadores da pátria, donos da verdade e milicianos virtuais. Tudo em nome de uma ideologia beligerante, que trata rival como inimigo e estimula o confronto.
A apuração dos votos nos EUA confirma uma crônica anunciada, cujo resultado pragmático corrobora tudo que descrevi aqui. Um “outsider” que exerceu seu mandato em cima de princípios corrosivos para os pilares de uma democracia, que até recentemente foi a mais estável do planeta.
Parece-me que o TRUMPalhão Donald não aprendeu a lição de Chaplin: lutar com determinação, perder com classe e vencer com ousadia. Simples assim.
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Alfredo Bertini – Economista, professor e pesquisador. Ex-Presidente da Fundação Joaquim Nabuco
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