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Terceira semana de guerra: Irã exibe capacidade de sobrevivência enquanto Trump emite sinais confusos

Na terceira semana de guerra, o Irã exibe claros sinais de sua capacidade de sobrevivência aos ataques pesados, dando aos Estados Unidos e Israel a certeza de que o conflito se arrastará por mais tempo do que o previsto e que o regime não cairá tão facilmente.

Essas evidências, por si só, acabam por ser um indício de vitória para a República Islâmica, que conseguiu espalhar o caos, com o bloqueio do Estreito de Ormuz, bombardeios a petroleiros e a alvos em todo o Oriente Médio.

O presidente Donald Trump, por sua vez, dá sinais de que gostaria de encerrar a guerra rapidamente e declarar-se vencedor, listando uma série de progressos das forças americanas em sua rede social.

“A Marinha iraniana desapareceu, sua Força Aérea não existe mais, mísseis, drones e tudo o mais estão sendo dizimados, e seus líderes foram apagados da face da Terra”, postou ele no fim de semana.

 

Mas essa venda otimista de vitória apresentada por Trump é difícil de ser comprada, assim como suas declarações de que o Irã pediu um cessar-fogo, logo refutadas pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

O apelo do presidente americano a países aliados, aos membros da Otan e à China para enviarem navios a fim de desbloquear o Estreito de Ormuz pareceu bastante contraditório para quem diz estar vencendo a guerra com o Irã.

Numa entrevista de oito minutos, por telefone, ao “Financial Times”, Trump ampliou a pressão sobre os países da Otan para que se juntem a seu esforço na guerra e garantam a segurança do Estreito de Ormuz.

“É mais do que apropriado que as pessoas que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça ali. Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da Otan”, declarou.

Enquanto monitora a turbulência nos preços de petróleo e no mercado de ações, os efeitos de uma guerra impopular entre os americanos e o fortalecimento do presidente russo, Vladimir Putin, o presidente americano insiste em celebrar.

As declarações cada vez mais confusas sobre o rumo do conflito expõem o erro de cálculo do governo em seu objetivo de controlar o Irã. Conforme resumiu Simon Tisdall, colunista do “Guardian”, o que Trump e o mundo têm em vista é potencialmente outra guerra sem fim.

Fonte: Blog Sandra Cohen/G1

Ponto de Vista

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