POR QUE NADA A COMEMORAR? –
Antes fosse pelas razões da segurança sanitária, mas desde antes da crise, que esse bem nacional representado pela Cultura, não tem mesmo muitas razões por comemorar. Insatisfações à parte, o importante é que hoje, cada ser que faz dela seu exercício diário de amor e fé, orgulhe-se de enaltecê-la.
Do meu tempo de Secretário Nacional e desde muito antes desse ofício, o dia de hoje era marcado pelo reconhecimento meritório de pessoas e instituições. Justas homenagens para quem move no seu cotidiano profissional uma engrenagem gigantesca. Aliás, uma cadeia produtiva, de forte expressão econômica, que muita gente não tem sequer noção dessa grandeza (até mesmo, alguns agentes do próprio setor). Hoje, sem estrutura orgânica compatível, as políticas públicas sobrevivem em clima de desprestígio. Infelizmente, uma “rinha ideológica” descabida foi instaurada, diante das valorosas vicissitudes da produção cultural.
De qualquer modo, o dia não merece passar sem o registro da importância da Cultura para o nosso País. Pela sua riqueza. Pela sua diversidade. Pela formação de uma identidade nacional que só orgulha o brasileiro.
Mais vida para as atividades culturais de cada recanto deste Brasil.
Viva a nossa Cultura!
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Alfredo Bertini – Economista, professor e pesquisador. Ex-Presidente da Fundação Joaquim Nabuco
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