Lendo Salésia Dantas no blog Natal de Ontem, do meu amigo irmão Manoel Neto, lembrei-me de imediato do seu irmão e grande amigo José Canuto. Fizemos parte do Natal dos anos 60. Canuto como assim era conhecido, sempre foi um “gentleman” e juntamente com os irmãos Lawrence e Klaus Nóbrega eram os “lambreteiros” da turma.

Na nossa época o chick era as Lambretas e Vespas, motocicletas nem pensar, os mais pobres teriam que se contentarem com as bicicletas das marcas Monarq, Caloi e Merckswiss. Era uma gloria quando conseguimos colocar uma garota para passear no quadro destas bicicletas. Mais tarde, apareceram os Fuscas, DKW, Dauphine e Gordini.

Lembro-me bem o primeiro Dauphine que chegou a nossa cidade pertencia a Iberê Ferreira de Souza, foi vice-governador e governador do RN.

Os “lambreteiros” eram os mais curtidos pelas meninas, pois tinham um status bem mais elevado do que o nosso, que vez por outra pegava nos carros dos nossos pais para passear nos dias de domingo à tarde e começo da noite. Tinha hora para ir e para voltar, e ainda correr o risco de levar uma carreira de um Jeep do DETRAN, dirigida por dois “cavalheiros” conhecidos como Repuxo e Eufrásio.

 Infância e juventude feliz, curtidas sem maldades. As reuniões eram feitas embaixo dos postes.  Na nossa turma em frente ao Cine Rio Grande ou no cruzamento da Rua Mossoró com a Av. Prudente de Morais. Para variar tinha que ter uma briguinha de bofetes, e neste departamento se destacava, eu, Antonio Ferreira, (Toinho Miniatura) sempre foi pequenininho mais uma grande figura humana, um grande amigo, Jomar Monteiro, Flávio Azevêdo, Carlos Dumaresq (Careca), Ivanildo Lins, Aldacir Vilar e Silvio Procópio. Era uma turma boa, depois dos bofetes ficávamos de mal e logo  fazíamos as pazes, era uma comemoração. Tinha um soldado corneteiro da polícia militar que o apelido era Maribondo, então quando ele passa tocando a sua corneta na banda da Polícia, a gente acompanhava na calçada gritando, Maribondo Caboclo e de pronto ele respondia

– Sair daqui, vou pegar “tudinho” viu magote de felas da puta.

Nunca pegou ninguém, no outro dia passava rindo e brincando com a gente.

Tinha uma brincadeira, esta “mais pesada” que era tirar as calças ou calção do colega e pendurar no poste. Certa vez Silvio tirou as calças de  Aldacir Vilar, nosso querido Cabo Goya, que quase valeu uma missa de sétimo dia. Silvio arranjou uma maneira de sair, vestido de mulher. Senão teria que ficar em casa por várias semanas. Silvio que carinhosamente chamo de Silvinho, ao contrário do seu irmão Claudio, era “arengueiro”. Certa vez, me nomeou prefeito da Rua Mossoró, titulo ostentado até hoje, embora com “domicílio eleitoral” em outra rua. Quando nos encontramos é uma festa, sempre falamos na nossa infância, nossa juventude e no Natal do nosso tempo.

Guga Coelho LealEngenheiro e escritor

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