O TEMPO PASSA –
Que me importa. Eu sei que ele não volta mais. Na verdade para que o quero de volta, se ele já foi vivido com sua graça e perfeição, ou não!
Eu preciso é de um tempo novo, ainda na caixa, pronto para ser utilizado nas tantas maneiras que me propõe usufruí-lo.
Não quero mais me deixar envolver por mentiras disfarçadas de verdades, que de verdade estão cheias de mentiras.
Se isso ou aquilo, já não faz tanta diferença quando o tempo que resta, transfere os grãos de areia de um cone para o outro da ampulheta, sem se importar com você.
Mesmo que eu queira retornar ao caminho que segui ontem, as impressões de minhas pegadas já alteraram “a cena do crime”. Elas não mais expressam o peso que o corpo exerceu na trilha da vida, ditadas pelas dificuldades, pelas amarguras, ou mesmo pelas alegrias e sucessos “sorridos” no tempo.
Se atrás transpus a “lama”, pronto: já foi transposta. Se “glórias”, também já foram ultrapassadas.
O que me espera é o tempo que acabou de ser criado. Aquele que está ali: à frente.
Se ocupo esse tempo com algo que se transforma em favor de outrem, certamente não precisarei de impressões digitais gravadas na “honra ao mérito”. Essa marca ficará indelével no coração daquele que minha atitude positiva impôs.
Não interessa a “previsão do tempo”. Em algum lugar, alguém estará “abanando” a brasa para aquecer seu coração, ou abanando sua fronte para esfriar seu pensamento, em favor de uma decisão tomada ou que tomará em relação ao tempo. Ao tempo que o domina, ou ao tempo que parece ser “eterno”.
Aqui me refiro não ao tempo cronometrado pelo calendário, mas ao tempo como extensão do próprio espírito, que se apropria na vivência cotidiana, fazendo o tempo parecer existir apenas no uso da consciência, que insiste em limitar o passado (pela medida) e o futuro (pela expectativa), como um remar contínuo de possibilidades na vida.
O tempo que estabelece barreiras é outro. Esse prende o homem no passado, quando lhe apetece estar sempre voltando para conferir se suas passadas deixaram marcas. Outros se fincam no presente, como se apenas uma única marca na “calçada da fama” expressasse todo o seu caminhar. E ainda outros, que desprezam qualquer “impressão” que seus pés deixaram e “curtem” ficar aprimorando e imaginando como será a marca que ficará a cada próxima passada no caminho da vida.
Certo é que o tempo não é garantia de permanência para nenhum de nós, diante da qual somos todos transitórios no decorrer do nosso existir.
Aproveitemos então o tempo, o meu, o seu, o dele, tal como está em Eclesiastes (3:1):
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.
Carlos Alberto Josuá Costa – Engenheiro Civil e Consultor (josuacosta@uol.com.br)
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