O FARMACÊUTICO E OS PACIENTES ONCOLÓGICOS – Isabelle Resende

Atuação do farmacêutico nos cuidados paliativos a pacientes oncológicos – 

 O câncer infantil tem aumentado nos últimos tempos por falta de um diagnóstico precoce. Casos que, quando diagnosticados tardiamente, já estão em estágio terminal, levando o paciente a muitos episódios de dor e trazendo transtornos emocionais, aumentando também o número de óbitos. Os cuidados paliativos têm como objetivo cuidar e melhorar a qualidade de vida do paciente até a morte.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), Cuidado Paliativo é um processo de atenção que melhora a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias, enfocando o paciente integral num momento de enfrentamento da finitude pela impossibilidade de cura.

 Os cuidados paliativos devem ser realizados pela equipe multidisciplinar com o objetivo de aliviar a dor. O farmacêutico, nesse processo, é responsável por avaliar as prescrições, garantindo que os medicamentos controlem os sintomas e também orienta os cuidadores em relação às medicações que serão usadas, como: a forma de administração, o modo de utilizar, explicando e desmistificando o uso de alguns medicamentos que serão necessários.

Observamos que os pacientes apresentam muitas queixas, assim, procuramos evitar a polifarmácia que é a prescrição e administração de vários medicamentos, uma vez que os pacientes em cuidados paliativos devem tomar a menor quantidade de doses de remédios, pois o organismo já se encontra bastante comprometido pela quantidade de medicações usada durante todo o processo de quimioterapia, o que pode ocasionar as reações adversas.

Durante esse processo, existem alguns sintomas mais comuns detectados, são eles: náuseas, vômitos, ansiedade, dores, dentre outros, mediante o que se faz necessário o acompanhamento farmacoterapêutico, com o objetivo de detectar e/ou prevenir problemas relacionados a esses medicamentos.  A informação clara aos pacientes é importante na adesão ao tratamento medicamentoso, sendo orientados o paciente e o cuidador em relação à maneira de utilizar o medicamento e as possíveis reações adversas.

Nesses casos, o fato do paciente estar vivo não significa que tenha qualidade de vida, pois a dor interfere em vários fatores, inclusive no relacionamento com a família. Nesse contexto, a Casa Durval Paiva através da equipe multidisciplinar presta assistência, acolhendo o paciente mesmo sem possibilidade de cura, proporcionando uma melhora do seu bem estar físico, emocional e mental, mediante atividades que complementam a terapia medicamentosa, proporcionam qualidade de vida, fazendo com que os sintomas da doença sejam controlados.

Isabelle Resende – Farmacêutica CRF2541 – Casa Durval Paiva

As opiniões contidas nos artigos/crôncias são de responsabilidade dos colaboradores
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