O ESTADO PEDE SOCORRO – Alcimar Almeida Silva

O ESTADO PEDE SOCORRO –

Absurdo é culpar exclusiva e totalmente o Governador do Estado pela crise das finanças, muito embora não se possa deixar de reconhecer que os órgãos de planejamento falharam na falta de previsão deste caos. Mas é preciso e indispensável analisar sem emoção que se parte do problema era previsível outra não o era, em uma, em outra ou em ambas figurando o endividamento decorrente da construção da famigerada “Arena das Dunas” e a implantação dos diversos planos de cargos e salários nas últimas administrações.

Sem desprezar – o que não pode deixar de ser incluído na parte imprevisível – a diminuição da produção de petróleo, a queda do seu preço internacional e, por via de consequência, a arrecadação dos royalties. Bem assim o prolongamento do mais longo período de secas e sua consequente crise hídrica cujos resultados serão projetados na futura ou nas futuras administrações estaduais.

Mas não adianta somente apontar culpados, ainda que não se possa retirar da mira dos dedos da maioria ou de todos o Governador do Estado.

Pois este já fragilizado sob vários aspectos, inclusive pela temerária escolha de ter se autodenominado de “Governador da Segurança” – o que pode até ter servido de motivação para os líderes dos órgãos de segurança – não se omitiu um instante na busca de solução junto ao Governo Federal, já que outro caminho não havia. Pouco importa se a solução encontrada contrariava o também famigerado inciso X do art. 167 da Constituição Federal que impede a transferência voluntária de recursos da União para despesas com pessoal.

Esta vedação se aplica dentro da normalidade – como aliás muito oportunamente sustentou o ex-deputado federal Ney Lopes. Mas o Estado e seu povo estão vivendo situação anormal impossível de ser solucionada por seus meios próprios, sendo plausível buscá-los na União, até para preservação do princípio federativo. Também não é o momento ideal de se fazer comparações com os Estados do Ceará e da Paraíba, como sempre ocorre em oportunidades que tais.

Pois bem. Onde estão os detentores de mandatos municipais, estaduais e federais de todos os partidos? Por que não somam esforços em favor do Estado como o fazem em torno de emendas parlamentares ou de ajudas ocasionais aos Municípios? Onde estão também os líderes empresariais, as Federações da Agricultura e Pecuária; do Comércio de Bens e Serviços; e de Indústria? Porque não se somam aos esforços governamentais para solucionar a crise que atinge a todos?

Alcimar de Almeida Silva, Advogado, Economista, Consultor Fiscal e Tributário

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1760 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3830 EURO: R$ 5,9060 LIBRA: R$ 6,8630 PESO…

8 horas ago

RN convoca profissionais para abertura de 10 leitos no Hospital Maria Alice Fernandes

O governo do Rio Grande do Norte convocou nesta terça-feira (30) 191 profissionais aprovados em…

8 horas ago

Governo do RN nomeia 50 auditores fiscais aprovados em concurso público

O governo do Rio Grande do Norte nomeou os 50 auditores fiscais aprovados no concurso público…

8 horas ago

Greve de rodoviários entra no segundo dia no Rio; categoria terá reunião de mediação no TRT e assembleia pela manhã

A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro entra no segundo dia nesta terça-feira (30), depois de uma segunda-feira…

9 horas ago

Boi Caprichoso vence o Festival de Parintins por menos de um ponto

Depois da vitória do Brasil contra o Japão pela Copa do Mundo, a emoção foi…

9 horas ago

WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa

O WhatsApp liberou nessa segunda-feira (29) a reserva de nomes de usuários. A novidade é…

9 horas ago

This website uses cookies.