Nordeste forte

Amaro Sales de Araújo

Cada Estado tem sua própria Federação das Indústrias que, juntas, integram a Confederação Nacional da Indústria, nosso maior órgão que legitima e competentemente fala em nome do segmento industrial do Brasil. Como instrumento de articulação e agregação, para apoiar as Federações do Nordeste, resolvemos criar uma Associação a quem, com a unanimidade dos Presidentes, me foi confiada as providências de fundação e primeira gestão. Somos 09 Federações em torno de uma entidade que, apoiada pela CNI, espera ocupar um espaço de integração e de debate em torno de uma pauta comum aos Estados do Nordeste.

O Nordeste brasileiro é uma região de potencialidades, riquezas e desafios. Somos mais de 56 milhões de habitantes, 1794 municípios, PIB estimado em 13,6% do Brasil, segundo dados de 2013. Vivemos em território – em torno de 50% – predominantemente marcado pelo clima semiárido, o que nos impõe limitações e estimula possibilidades. Mesmo assim e sendo uma região importante sob todos os aspectos, as iniciativas até aqui traçadas foram tímidas para enfrentar a desigualdade regional.

São visíveis as diferenças entre os investimentos historicamente feitos em outras Regiões e o Nordeste. Ainda hoje, mesmo com avanços e melhorias, o Nordeste não tem recebido a atenção que precisa e merece. Não se trata aqui de um Nordeste pedinte ou separatista. Bem ao contrário! O Nordeste se apresenta como um investimento viável. São conhecidas as potencialidades do turismo, das energias renováveis, do agronegócio, dos polos petroquímico e siderúrgico, da vocação têxtil, dentre outras. O Nordeste tem muito a oferecer e pode, cada vez mais, ser parte de um novo Brasil, integrado e celebrativo.

Para tanto, as lideranças empresariais, políticas e sociais precisam ter maior e mais destacado protagonismo. Os industriais, por suas Federações, encontraram um caminho, ou seja, reuni-las em torno de uma Associação que terá uma pauta comum diante dos interesses do Nordeste. É um movimento de articulação e integração que, somado a outras ações já feitas e a outras em execução pelos segmentos empresariais evidenciará que o Governo Federal deve ao Nordeste investimentos mais significativos que favoreçam a produção, dentre os quais, aportes mais ousados e melhor tecnologia para os recursos hídricos; logística e telecomunicações; infraestrutura ferroviária e portuária.

Enfim, a Associação nasce como fruto da unidade dos Presidentes das Federações do Nordeste que, movidos pelos mesmos propósitos e contando com o decisivo apoio da CNI, desejam – de forma articulada – contribuir mais com a busca de soluções e projetos para a Região. A Associação de Federações não tem outro fim senão propor e trabalhar por um Nordeste ainda mais forte!

Amaro Sales de Araújo – Presidente da FIERN e COMPEM/CNI.

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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