NO NEWS IS GOOD NEWS –
A falta de notícias é uma boa notícia. Olhando para o computador e a tela em branco, como sói acontecer muitas vezes, e com vontade de escrever alguma coisa, me veio a lembrança esse ditado inglês.
Sem dúvida, ditado certíssimo. Quando você lê os jornais, ouve o rádio e, principalmente, vê a TV, praticamente você entra no mundo das notícias ruins. Raramente aparece uma notícia boa. Por isso mesmo, tenho me dedicado a escrever o que espero seja agradável, para quebrar a quantidade de coisas negativas que surgem a todo o momento. É que sinto falta das coisas positivas e procuro produzi-las, para o meu próprio deleite e confiando em que alguns dos leitores também se sintam bem.
Tive um período de minha vida em que viajei bastante. Quando podia, levava Ione comigo. Viajar só é insuportável. Mas, muitas vezes, isso não era possível e aí fazíamos um trato. Aviso quando chegar e no dia do regresso. Lembre-se, no News is good News, e as comunicações são horríveis. E já tivemos exemplo disso. Lembra-se do telegrama que lhe mandei de Manaus (isso foi em 1962) e eu mesmo o recebi? Portanto, quando estiver viajando, lembre-se do ditado. Não concordou muito, mas aceitou.
Mas, de vez em quando, eu lhe fazia uma surpresa. Estava em San Francisco, Califórnia, já ausente de casa a uns trinta dias, sem dar notícia, e a consciência ficou pesada. Como radioamador, peguei o carro de um amigo e saí procurando a maior antena de radioamador do bairro. Vi uma antena que me pareceu convidativa e parei em frente à casa. A garagem estava aberta e um senhor estava à porta. Perguntei se ele era radioamador, confirmou, e expliquei-lhe o que desejava – falar com minha mulher no Brasil. Convidou-me a entrar, ligou os equipamentos e disse, “são todos seus”.
Ainda me lembro. Equipamentos, para a época, de primeira linha. Todos Collins, dos melhores na época, e um linear (que aumenta a potência do equipamento), de um quilowatt. Seria fácil falar com o Brasil. Sintonizei o equipamento, e chamei o Brasil. Vocês não vão acreditar, mas, como se dizia antigamente, juro de pés juntos. Atendeu uma estação de São Paulo, cujo operador era ninguém mais nem menos que Ednaldo Madruga, que viveu muitos anos em Natal e era casado com Nilza, todos amigos.
Disse onde estava, o que queria e ele então ligou para Ione (a Embratel já fazia ligações interurbanas). Isso foi em 1967, ou um pouco depois. Bati um longo papo com ela que, como era natural, reclamou da minha ausência, da falta de notícias. Lembrei-lhe de nosso “trato”. Reclamou. Terminamos a conversa, agradeci a Ednaldo, que pagou a ligação, e fui agradecer ao dono da estação.
Convidou-me para jantar, pois estava na hora. Agradeci, já tinha um compromisso. Foi buscar o seu QSL, um cartão de radioamadores para confirmar contatos e me disse então seu nome. Perguntei o que fazia e respondeu: sou general da Força Aérea, mas estou na Rand Corporation, que era uma instituição de pesquisas da Aeronáutica. Deu-me então seu cartão pessoal, que se perdeu no meio da minha organização. Mas o dia foi inesquecível.
Dalton Mello de Andrade – Escritor, ex-secretário da Educação do RN
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