O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo e usado pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã, deve ser retirado temporariamente de operação após um incêndio e uma série de falhas técnicas, incluindo problemas nos banheiros.
A previsão é que o porta-aviões siga em breve para Creta, onde passará por reparos. A retirada deixaria uma lacuna significativa para as forças americanas envolvidas na guerra contra o Irã, já que as dezenas de caças embarcados contribuíram para mais de duas semanas de ataques.
Na semana passada, um incêndio “sem relação com combate” começou na lavanderia do navio e feriu dois marinheiros.
“Cerca de 100 camas foram danificadas”, disse um oficial americano na terça-feira (17). Ele acrescentou que o incêndio não afetou as operações do porta-aviões e que todos os marinheiros tinham onde dormir.
O navio também enfrenta problemas nas instalações sanitárias. A imprensa americana relata ralos entupidos e longas filas nos banheiros.
O problema não é novo. De acordo com um relatório governamental de 2020, os ralos entopem “inesperadamente e com frequência” e exigem limpeza regular, com custo de US$ 400 mil por procedimento.
A Marinha dos EUA reconheceu essas dificuldades, mas afirmou que “os incidentes de entupimento de ralos são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em solução de problemas e engenharia, com tempo de inatividade mínimo”.
O senador Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, criticou o longo período de serviço do navio na terça-feira.
“O USS Ford e sua tripulação foram levados ao limite após quase um ano no mar e estão pagando o preço pelas decisões militares imprudentes do presidente Donald Trump”, disse ele em um comunicado.
De acordo com o The New York Times, que cita um oficial militar, o navio provavelmente será substituído por outro porta-aviões, o USS George Bush, que se prepara para ser enviado ao Oriente Médio.
O USS Gerald R. Ford, um navio de US$ 13 bilhões, foi lançado por Donald Trump em 2017, durante o primeiro mandato. A primeira missão ocorreu cinco anos depois, em 2022.
Impulsionado por dois reatores nucleares, o porta-aviões tem mais de 335 metros de comprimento, 75 metros de largura e pode navegar a cerca de 55 km/h. A embarcação desloca até 100 mil toneladas.
O navio transporta dezenas de aviões de guerra e atualmente é escoltado por destróieres com mísseis guiados. A tripulação reúne mais de quatro mil marinheiros.
Antes de ser enviado ao Oriente Médio, o Gerald R. Ford participou de operações americanas no Caribe, onde Washington conduz uma campanha aérea contra embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico.
O navio foi usado na apreensão de petroleiros alvos de sanções e na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, no início de janeiro.
Fonte: G1
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