Ao mesmo tempo em que toma as primeiras providências para esclarecer as razões de ter abandonado por seis anos, sem vigilância ou serviços de manutenção, um predio adquirido por R$ 800 mil na Cidade Alta, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPE) gasta, em um mês, quase R$ 108 mil com o pagamento de aluguéis de imóveis que abrigam promotorias e outras repartições do órgão em todo Estado. Em janeiro deste ano, o MPE empenhou R$ 1.849.255,92 em 24 contratos de locação. Os números estão disponíveis no Portal da Transparência, mas não foram detalhados pelo MPE.
O imóvel adquirido em 2008, na Cidade Alta, seria utilizado para abrigar as promotorias de investigação criminal. No entanto, o prédio localizado na esquina da rua José de Alencar com a avenida Deodoro da Fonseca – ao lado do colégio Marista – nunca foi utilizado pelos promotores. Após seis anos, o local está entregue aos moradores de rua, viciados em crack e mosquitos da dengue. Sem edifícios próprios suficientes em Natal e demais cidade do Estado, o MPE aluga imóveis para abrigar a maioria de suas repartições.
Agora em março, o MPE pagou R$ 107.995,82 aos proprietários de imóveis que servem à instituição. O valor é um pouco maior daquele destinado para a mesma despesa em fevereiro, quando a rubrica consumiu dos cofres públicos R$ 103.920,81. Somando-se os 24 contratos empenhados pelo órgão para este ano, chega-se ao valor de R$ 1.849.255,92 empenhado.
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