Foram oito anos e quase oito meses à frente do Ministério da Fazenda – o mais longo período sem interrupções de um mesmo comandante. Quando assumiu o cargo, em março de 2006, Guido Mantega era presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ao assumir o posto, Mantega teve como tarefa substituir Antonio Palocci, demitido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o escândalo da quebra ilegal de sigilo do caseiro Francenildo Santos, testemunha de acusação contra o ministro em acusações de corrupção.
Além do abalo na imagem do governo, Guido Mantega enfrentaria ainda na sequência a crise financeira global de 2008, desencadeada pela economia americana. À época, o ministro anunciou medidas de apoio a instituições financeiras do Brasil, mas não se arriscou em garantir que o país sairia ileso.
Enquanto o ministro manteve posição mais moderada, Lula garantiu que os efeitos da crise na economia global chegariam ao Brasil apenas como uma “marolinha”.
Ao longo de 2009, período mais turbulento da crise imobiliária dos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 0,2%. O combustível escolhido por Mantega para puxar a economia foi o consumo e, por isso, os juros foram reduzidos e o governo pediu para que os bancos públicos oferecessem mais financiamentos. Com isso, a economia foi se recuperando.
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