Os presos de Alcaçuz entraram em contato com o juiz de Execuções Penais, Henrique Baltazar, e com o presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Marcos Dionísio, para negociar o fim da rebelião que ocorre desde a segunda-feira (16) em vários presídios do Rio Grande do Norte. os dois já estão em Alcaçuz para conversar com os detentos.
Após apresentarem uma série de reivindicações ao Governo do Estado, os presos aguardam um posicionamento para acabarem com os motins nas unidades prisionais. No entanto, com a possibilidade de ocupação das unidades pelos agentes da Força Nacional, que já estão posicionados nas áreas externas de Alcaçuz e do Rogério Coutinho Madruga, os presos teriam entrado em contato com o juiz e com Marcos Dionísio dispostos a encerrarem os motins.
Como as rebeliões tiveram início em Alcaçuz e, segundo os próprios presos de outras unidades, o movimento teria como um dos focos a solidariedade aos detentos da maior penitenciária do estado, a expectativa é que as rebeliões terminem caso se chegue a um acordo com os presos da unidade.
Até o momento, os detentos de Alcaçuz estão soltos nos pavilhões 1, 2 e 3, que tiveram as celas destruídas, enquanto os 248 presos que estavam no pavilhão 4 (também destruído), estão custodiados na área de adaptação. As obras no pavilhão 4 estão em curso e deverão demorar 60 dias para a conclusão. Já nos demais pavilhões, ainda será necessária a avaliação dos danos para decidir como será procedida a reforma e acomodação dos detentos.
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