Adauto José de Carvalho Filho

O Brasil é o país do jogo e da jogatina.

 É uma característica de um povo que aposta até em “jogo de castanhas”, sem falar na instituição nacional do jogo do bicho que, como tudo no país, e atividade estruturada e contraventora preferida entre os poderosos brasileiros e, quando ouvem um “chuá, chuá” de um(a) Cachoeira, então, a glória se faz presente e refestela os presentes em glória.

 Ganha quem ficar com mais e não for pego.

 Acredito, como um mero cidadão, que o sucesso do novo negócio é tão grande que, apesar do escândalo das filiais que atuam na região central do país, em breve serão oferecidas franquias, um ambicioso plano de expansão voltado para o assalto aos cofres públicos, cujas metas serão fixadas em percentuais.

 Quem se aproximar mais de 100% ganhará o direito a novas franquias. Imagine a correria para garantir o direito de compra do esquema, uma corrida tão inusitada só vista na época das concessões dos canais de televisão do Brasil afora que, sem alguma explicação mais lógica, em sua maioria, ficaram em mãos de políticos influentes.

Dizem que está em fase de registro em uma das juntas comerciais em um dos Estados da federação, um consórcio representado por laranjas, no caso, motoristas e caseiros. É terminantemente proibido as participações de esposas ou amantes para tornar o negócio com um risco menor. A empresa, que se identificará pela sigla CNLP: Consórcio Nacional dos Línguas Presas, assim aceito pela larga experiência no setor e o fato dos seus maiores representantes não conhecerem a fonoaudiologia.

 Uma nuvem inesperada poderá por o negócio a pique. Depois do julgamento de mais um escândalo nacional, que aumentará o problema da superpopulação carcerária no Brasil, a recente decisão do STF de estender as investigações a outros participantes, políticos com mandato ou não, os astros principais; o que deveria ser uma colméia produtora do mais doce mel se transformou em um vespeiro onde se torna impossível saber o destino (e a intenção) das abelhas.

 O que era doce, acabou-se?

 Assim seria se a ética tivesse alguma chance com o poder e os poderosos. É um relacionamento impossível pela mais patente incompatibilidade de posturas. Uma exige a virtude, os outros sobrevivem da amoralidade e fazem questão que tudo permaneçam como está ou, rogando a Belzebu, que tudo piore. Seria a chance de ouro de se fazerem de vítimas e criarem um andróide debilóide misto de Chavez, Morales e uma pitadinha de burrice de kirchner, aliás, esse talvez fosse o plano. Tornar o Brasil fantoche nas mãos de criminosos populistas às custas da miséria do povo, como os nossos ilustres vizinhos, mas, infelizmente, encontraram um Barbosa pela frente. Os “Barbosas” sempre foram pedras nos sapatos dos nossos governantes ridículos, incompetentes e indignos: o Rui, Lima Sobrinho e, agora, o Joaquim. Tenho a impressão que se o tal plano um dia se tornar realidade, o primeiro ato do caudilho da vez seria o de proibir batizados de crianças com o sobrenome Barbosa (e lavava as mãos), até que um Macunaíma, com qualquer sobrenome e sem caráter nenhum nos salvasse. Quando o momento é indigno o anti-heroísmo de um Macunaíma é muito bem vindo (sem qualquer crítica a figura literária clássica, mas uma respeitosa referência ao seu perfil).

 Pensando bem, será que o tal Macunaíma já não pasta entre nós?

 Será?

 Sei não. Acho mais fácil teorizar as peculiaridades entre o globo terrestre e a barriga de Ronaldinho. Há alguma lógica, a barriga do fenômeno brasileiro é globalizada, fruto de muitas pastas e paejas e ainda vai dá uma canja no quadro medida certa da TV Globo… igualzinho aos outros… não podem ver uma pia de igreja…

 Ai, que preguiça!

 Façam suas apostas!

 Adauto José de Carvalho Filho, Auditor-Fiscal aposentado, Bacharel em Direito, pedagogo, contabilista, escritor e poeta

Ponto de Vista

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