FISIOTERAPIA NOS CUIDADOS AO PACIENTE COM ANEMIA FALCIFORME – Cinthia Moreno

FISIOTERAPIA NOS CUIDADOS AO PACIENTE COM ANEMIA FALCIFORME –

A Doença Falciforme (DF) é uma doença genética e hereditária caracterizada por uma mutação no gene que produz a hemoglobina (HbA), proteína que fica nas hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), responsável por transportar oxigênio no sangue. Devido à alteração no gene, surge uma hemoglobina mutante denominada S (HbS). Existem outras hemoglobinas mutantes, que em par com a S, constitui-se num grupo denominado de DF.

A anemia falciforme é a forma HbSS. O diagnóstico da DF é feito através do “teste do pezinho”. Em crianças maiores e adultos, pode ser feito através de um exame de sangue chamado eletroforese de hemoglobina.

Nas pessoas com anemia falciforme, as hemácias, que normalmente são redondas, ficam com formato de “meia lua” ou “foice” (por isso o nome “falciforme”). Assim, os glóbulos vermelhos não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação em quase todo o corpo.

As manifestações clínicas da doença falciforme podem afetar quase todos os órgãos e sistemas do corpo e podem ocorrer desde o primeiro ano de vida, até mesmo durante toda a vida. As principais são: crises de dor, icterícia, anemia, infecções, síndrome mão-pé, crise de sequestro esplênico (grande quantidade de sangue se agrega no baço), acidente vascular encefálico (AVE), síndrome torácica aguda, ulcerações, osteonecrose, complicações renais, oculares, etc.

O tratamento clínico é feito através de medicamentos tanto para controle da doença, como para fazer com o que o corpo produza hemácias normais. A fisioterapia é uma das áreas da saúde que possui diversos recursos e técnicas que promovem melhora na capacidade cardiorrespiratória e podem prevenir crises falcêmicas. Alguns recursos terapêuticos podem ser utilizados para controle da dor, como eletroterapia, acupuntura e eletroacupuntura.

Os exercícios terapêuticos devem ser bem monitorados, pois o exercício intenso pode causar piora. Os objetivos devem ser traçados de acordo com as especificidades do paciente. A conduta fisioterapêutica contribui para o bem-estar e melhora na qualidade de vida, funcionalidade e capacidade funcional dos pacientes.

 

 

 

Cinthia Moreno Paiva- Fisioterapeuta da Casa Durval Paiva, CREFITO 83476-F

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