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EUA e Turquia fazem acordo para expandir luta contra terrorismo

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Herbert Raymond “H.R.” McMaster, selou um acordo com membros do governo da Turquia para expandir a luta contra “todas as formas de terrorismo”, em um momento de tensão entre os dois países pelo apoio de Washington a milícias curdas na Síria. A informação é da Agência EFE.

A Casa Branca informou nesse domingo (11) em comunicado a viagem de McMaster a Istambul entre 10 e 11 de fevereiro e a reunião que o assessor teve com Ibrahim Kalin, porta-voz da Presidência da Turquia.

Durante seu encontro, McMaster e Kalin reafirmaram a “associação estratégica a longo prazo” entre EUA e Turquia e expuseram seus “pontos de vista” sobre as relações entre os dois países como “aliados históricos” para enfrentar os “desafios estratégicos comuns e desenvolvimentos regionais”.

Nesse contexto, McMaster e Kalin “falaram em detalhes sobre questões das relações bilaterais e a expansão da luta contra todas as formas de terrorismo”, segundo a Casa Branca, que não especificou de que forma os dois países vão reforçar sua luta contra o terrorismo.

O encontro entre os representantes de EUA e Turquia acontece num momento de tensão entre ambos os países devido ao apoio de Washington à milícia curdo-síria Unidades de Proteção do Povo (YPG).

As milícias laicas YPG foram o principal aliado dos EUA na luta contra os jihadistas na Síria, mas Ancara as define como terroristas pelos seus estreitos vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda da Turquia.

O exército turco lançou em 20 de janeiro a operação “Ramo de Oliveira” contra as YPG no enclave de Afrin, um cantão na fronteira norte da Síria com a Turquia que está isolado do resto do território dominado por essa milícia e onde os EUA não têm presença militar.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 420 pessoas morreram em Afrin desde o começo da ofensiva turca.

As relações entre EUA e Turquia, parceiros militares na Otan, se deterioraram nos últimos 18 meses por diferenças na Síria e pela recusa de Washington de extraditar um clérigo islamita, Fethullah Gülen, a quem Ancara acusa de organizar o golpe de Estado de 2016.

 

Fonte: Agência EFE

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