ENQUANTO NÃO CHEGA 2026 –
O Rio Grande do Norte é conhecido e estigmatizado por gastar o tempo com discussões marginais, supérfluas e estéreis. Soou a trombeta eleitoral do início da campanha do ano 2026. E com ela fica decretado que os homens públicos estão livres do jugo da ação da mentira. Não mais será preciso usar a carcaça da desfaçatez para denegrir o seu semelhante. A praça pública não pode transformar-se em rinha real, escarlate, com suas armadilhas e surpresas. Que a baba e a saliva dos profissionais da política não estilhacem vidraças. E que os ácidos laboratoriais com seu chiado contínuo e enfadonho não prevaleçam sobre os lares honrados.
É preciso exorcizar as teorias esquisitas do pântano enganoso das bocas detratoras. Pelos caminhos do litoral e do oeste não vamos esquecer o andarilho alísio caminheiro portador de boas novas de milho e feijão verde. Do Mato Grande o vento carpidor e viajante vai modelar no dorso a canção triste de antigas estiagens. No palanque do dono da eleição nenhum vento plangedor romperá a brida do cavalo aboiador. Nessa eleição é preciso que a verdade seja servida antes da sobremesa. Lembrem-se que candidato e eleitor são lobo e cordeiro e que jantarão juntos . O pasto do político é qualificado, mas ele sabe que a fome é certa. Determinados candidatos possuem uma malandra e esperta fome de guaxinim. E o eleitor sempre foi um ser privatizável, inconsciente e circunstancial. Vamos cultivar as boas ações. Tudo vai passar. Aquelas de melhores dividendos serão leiloadas pelo Banco da Providência.
Imprivatizável. Indevassável. Anti Proer. Inassaltável. Lugar onde o dinheiro jamais poderá comprar o sol das manhãs vindouras. Local onde os moedeiros falsos do papel podre das emendas parlamentares jamais entrarão. Mesmo diante do difícil e corruptível instituto da reeleição, que os eleitos saiam das urnas limpos e acreditados. O processo eleitoral não pode se cobrir de manchas e distorções irreparáveis. O político é um ser que ama somente a si mesmo. É tempo de divórcio. É obrigatório flertar com o povo porque no baile da eleição é proibido o uso de máscaras. Passou a pandemia.
Nesse país, grande templo dos desafortunados e famintos, todos os ídolos têm pés de barro. Principalmente os ídolos oficiais de certos políticos, que entram e saem de cena como bufões.
A ninguém não podem mais enganar. O processo de empobrecimento do Nordeste, em curso, em nome de uma falsa modernidade, não se restringe só aos bancos, às empresas estatais, mas, principalmente, ao Poder Público, aos Estados e Municípios, visando enfraquecê-los e deixá-los inferiores, de pires à mão, genuflexos. Até parece que, em nome do real, se preconiza o nascimento de um Estado Unitário, Monetário, Autoritário, Confederado, mas libertino porque subjuga e corrompe governadores e parlamentares. Ultrajante é a violência institucionalizada no país. Obsceno é o patamar dos juros bancários. Hediondo é o estado falimentar do agropecuarista brasileiro.
Valério Mesquita – Escritor, Mesquita.valerio@gmail.com
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