Segundo o Corpo de Bombeiros, que realizou o resgate, Carlos era passageiro do jet ski. O piloto da moto aquática também chegou a cair, mas conseguiu se salvar.
Testemunhas relataram aos bombeiros que o piloto estaria embriagado – ele fugiu após o acidente. As circunstâncias do acidente ainda vão ser investigadas pela Polícia Civil.
“O que aconteceu é que esse jovem, o Carlos, vinha na garupa de um jet ski com um piloto, que, segundo informações, teria se embriagado. Durante o trajeto, de uma margem para a outra margem da lagoa, houve uma manobra mais mais brusca, e aí os dois acabaram caindo do jet ski. Um conseguiu retornar ao jet ski e o outro, infelizmente, não e veio a acontecer essa tragédia”, relatou o Tenente França, oficial de operações do Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu por volta das 20h30 do domingo. O Corpo de Bombeiros chegou a iniciar as buscas, mas precisou suspender devido à baixa luminosidade.
O Tenente França explicou que encontrar vítimas de afogamento na primeira hora aumenta as chances de mantê-la viva.
“Durante aquela primeira hora, se a gente conseguir resgatar ela, por mais que ela tenha se afogado, esteja inconsciente, ainda existe uma pequena chance, por mais remota que seja, de conseguir ressuscitar essa pessoa com as nossas técnicas. Dada a baixa visibilidade, as condições de luminosidade local, a gente não conseguiu localizar inicialmente o corpo da vítima”, explicou.
Carlos Eugênio era natural da cidade de Picos (PI).
Os bombeiros iniciaram as buscas na noite do domingo, mas logo precisaram suspender a operação devido à baixa visibilidade. Na manhã desta segunda, retornaram com dois mergulhadores.
Enquanto os mergulhadores realizavam as buscas na lagoa, dois outros bombeiros coordenavam a operação de um catamarã. Uma outra equipe ficou às margens da lagoa.
Um corpo foi encontrado por volta das 8h10 e levado para reconhecimento da família.
Em nota, a Marina Proguard, de onde o jet ski partiu, lamentou o “trágico acontecimento” e disse que a vítima do afogamento era passageiro de jet ski particular e não utilizava colete, “equipamento de segurança básico, obrigatório e fundamental para esse tipo de navegação”.
“Ademais, é terminantemente proibido pelas normas vigentes estabelecidas pela Marinha do Brasil, conduzir Jet Ski em horário noturno”, reforçou a Marina.
A empresa informou que encerra as atividade náutica impreterivelmente às 18h aos domingos e qu, portanto, estava fechada no momento do acidente.
Segundo a Marina, o comandante ou piloto de toda embarcação “é o único responsável pela sua segurança e dos seus passageiros, e tem óbvio conhecimento da legislação aplicável”.
“A Marina Proguard não pode exercer poder de polícia nem de fiscalização, mas tão somente de orientação. E somente clientes devidamente habilitados são aceitos em nossa guarderia privada”.
A empresa informou que acionou todas as autoridades competentes e disponilizou toda a estrutura (catamarã, lanchas e estrutura) para Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos.
Fonte: G1RN
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