Categories: Blog

Empresários ligados ao MBL são presos em investigação de lavagem de dinheiro em SP, diz MP

Dinheiro apreendido em operação contra integrantes do MBL em SP — Foto: Reprodução TV Globo

Dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em São Paulo em uma investigação contra lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. O grupo nega relação com eles. A operação é realizada em parceria com a Polícia Civil e a Receita Federal.

De acordo com o MP, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan) são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O órgão afirma que a família Ferreira dos Santos, criadora do MBL, deve cerca de R$ 400 milhões em impostos federais. A sede do movimento, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, é alvo de buscas.

Em nota, o MBL afirma que Alessander e Carlos Augusto nunca foram membros do movimento.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de buscas e apreensão e dois de prisão na cidade de São Paulo e em Bragança Paulista, no interior do estado.

A operação chamada de “Juno Moneta” faz referência ao antigo templo romano onde as moedas romanas eram cunhadas.

Cerca de 35 policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) e 16 viaturas participam da operação.

Investigações

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, existe uma “confusão jurídica empresarial” entre as empresas Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Renovação Liberal (MRL).

O movimento teria recebido doações de forma oculta através da plataforma Google Pagamentos – que desconta 30% do valor, ao invés de receber doações diretas na conta.

Segundo o MP, Alessander Monaco Ferreira é investigado por grande movimentação financeira e incompatível, além da criação e sociedade em duas empresas de fachada.Ele realiza doações suspeitas ao movimento através da plataforma Google.

Ferreira viajou mais de 50 vezes para Brasília, entre julho de 2016 a agosto de 2018 para o Ministério da Educação com objetivos não especificados. No entanto, ele pediu emprego e foi contratado pelo governo estadual de São Paulo para trabalhar na Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso da Imprensa Oficial do Estado (CADA) para gerenciar tarefas relacionadas a eliminação de documentos públicos e recolhimento permanente.

Já Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, é investigado por ameaçar aqueles que questionam as finanças do MBL e disseminação de fake news. Ele também criou quatro empresas de fachada e tem indícios de movimentação financeira incompatível, segundo a Receita Federal.

Fonte: G1

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,5610 DÓLAR TURISMO: R$ 5,5580 EURO: R$ 5,9670 LIBRA: R$ 7,0890…

4 horas ago

Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro

Se você recebe vale-refeição ou vale-alimentação por cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios,…

4 horas ago

Grupo suspeito de furtar celulares em grandes eventos no Nordeste é alvo de operação no RN

Sete pessoas foram presas nesta quarta-feira (28) durante a Operação Acesso Negado, deflagrada pelas polícias…

4 horas ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

  1- A primeira edição da Salve Run será realizada neste sábado, com largada na…

5 horas ago

RN reconhece experiência de Paulo Freire em Angicos como patrimônio cultural imaterial

A experiência das “40 Horas de Angicos”, coordenada pelo educador Paulo Freire em 1963, na…

5 horas ago

Ministros de Lula e do STF criticam decisões da PF e de Moraes sobre Flávio Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, acatando pedido da Polícia Federal (PF), de mandar…

5 horas ago

This website uses cookies.