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Em meio a tensões internacionais, filme gravado em Natal conta história de perseguição religiosa no Irã

Curta-metragem Sepâh tem história que se passa no Irã e foi filmado em Natal — Foto: Cedida

Em meio a tensões entre os Estados Unidos e o Irã, Natal virou cenário para um filme curta-metragem cuja história se passa no país do Oriente Médio. De acordo com os produtores, “Sepâh” é baseado em fatos reais e explora uma face dos vários conflitos que existem na região: a perseguição religiosa. O general Qasem Soleimani, morto pelos Estados Unidos, foi uma das referências para construção do personagem principal.

O filme foi todo filmado na capital potiguar pela produtora Luz em Ação — que é cristã, sem fins lucrativos, e tem sedes na região metropolitana de Natal e em Sierra Vista (Arizona/EUA) – em parceria com o Ministério Iran Alive. De acordo com o diretor da produção, Marcelo Enns, a ideia é “dar voz” a pessoas perseguidas por suas crenças.

A história é de um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. O oficial vê sua carreira e a vida de sua família em risco após descobrir que a própria irmã é parte do movimento clandestino que a Guarda tem por objetivo exterminar.

O general Qasem Soleimani, morto em um ataque dos Estados Unidos no último dia 3 em Bagdá, no Iraque, foi uma das principais referências visuais para a construção do personagem Amir, protagonista do filme. O lançamento da produção, nas redes sociais, foi antecipada para esta quinta-feira (9) por causa do conflito entre os dois países.

“Em conversas com nossos amigos iranianos, nós conhecemos essa história incrível. A maioria deles não está mais no Irã, porque existe perseguição religiosa. Se você não for da religião predominante, que é islamismo xiita, você corre risco de morte. Nossos amigos refugiados nos contaram essa história e a gente queria ser uma voz para eles”, afirmou.

O curta foi filmado em um período de oito dias, com um total de sete atores e 17 figurantes. O elenco conta com a atriz iraniana Ferdos Heidari, além dos brasileiros Yago Martins e Dalton Neto e foi totalmente produzido em Natal.

O diretor Marcelo Enns afirma que os projetos da produtora têm como propósito dar visibilidade aos que, em seus próprios países, são censurados e perseguidos por questões religiosas, correndo até risco de morte.

“A gente quer ser uma voz para as pessoas que não têm voz, porque seria impossível, dentro do Irã, produzir filmes sobre esses assuntos”, diz.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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