Ele também disse que não negociou esse item — um bracelete — que apareceu recentemente nas investigações.
A informação sobre o que Cid disse no depoimento foi repassada pela advogado dele, Cezar Bittencourt.
O depoimento, que durou aproximadamente 2h30, ocorreu em Brasília e foi parte de uma investigação que busca esclarecer o paradeiro de presentes dados pelo governo da Arábia Saudita ao governo brasileiro na gestão de Bolsonaro.
Mauro Cid era um dos principais homens de confiança de Bolsonaro durante o mandato na Presidência. Ele fechou acordo de delação premiada com as autoridades para contar o que sabe sobre os eventuais crimes em troca de uma pena menor.
Há um inquérito, em curso na PF, que investiga se Bolsonaro e aliados se apropriaram indevidamente de joias dadas de presente pelo governo da Arábia Saudita ao governo brasileiro durante o governo anterior.
Pelas regras brasileiras, esse tipo de presente deve ser adicionado ao acervo do Estado. Mas polícia tem indícios de que os conjuntos de joias, avaliados em milhões de dólares, chegaram a ser negociados nos EUA.
Há algumas semanas, uma joia da qual ainda não se tinha conhecimento entrou no radar da PF. A descoberta ocorreu durante uma diligência realizada em parceria com o FBI. Essa joia é um bracelete.
O pai de Mauro Cid, o general Mauro Lourena Cid, que também deu depoimento nesta terça, negou, assim como o filho, conhecer o bracelete.
Fonte: G1
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