De um tempo pra cá tudo despenca no Rio Grande do Norte. Morreu João Faustino “vítima de uma bala perdida”. Um ex-governador está preso e pode ir para a colônia penal. Divertimento não existe mais porque o nosso futebol esfrangalhou-se. Tá na penúria. No Poder Judiciário, por muito tempo, precatório virou peculato e pecúlio nas mãos de poucos. O Poder Legislativo chegou a ser fechado. Militares cercaram o prédio por 48 horas. Foi constrangedor. No sertão tudo está seco. A barragem, o rio, a lagoa, o bolso e a saliva do agricultor. Tudo no volume morto.
A droga sim, a droga existe prolífera. E mata. O homicídio vai de barreira a barreira. Enquanto o governo desfila em carro alegórico com batalhões de soldados, veículos de choque de todos os modelos e dizeres, além de armas e chavões assinalados nas rádios e emissoras de TV, deduz-se que vai “bem”. O povo acredita mais na segurança do invisível do que na bazófia do palpável. As estatísticas não mentem jamais.
A credibilidade do governo cai, devagar, devagarinho, igual ao raciocínio do governante. Se fosse líder, realmente, sem represar ressentimentos, mostraria sim, que foi eleito porque teve mais votos e não porque o competidor teve menos. Vimos, no passado, governador de quem se esperava pouco e, no entanto, fez muito. Seu nome: Lavoisier Maia Sobrinho. Simplório, médico e sem leitura humanística. Mas, a saúde melhorou, a segurança, a educação e até, veja bem, a cultura.
Pousar como clichê, vitrine, saído de salões de beleza, de clínicas e de academias de massagem, fazem o político perder o foco, o cheiro do povo, o rumo e o prumo. É preciso ficar atento e forte com as últimas perdas e danos que sacudiram o Rio Grande do Norte, permanente perdedor das disputas econômicas com o Ceará e Pernambuco. A invasão do outrora “imexível” Fundo Previdenciário é outro descalabro, sem retorno e sem volta. Qual a criança de hoje, que se elegerá governador lá em 2040 a fim de devolver aos aposentados essa dinheirama? Cabe perguntar: qual pacto foi celebrado pelo atual governo com o fito de impor toque de silêncio sobre o atestado de óbito do governo passado? Essa foi mais uma tragédia que se abateu sobre a administração pública sem o sopro da fumaça do bom Direito.
Outros indicadores negativos se abateram sobre a terra do índio Poti, nesses nove meses sem nada de bom para celebrar. Em toda a área urbana de Natal está refletida a imagem da crise. Já ultrapassa a casa de mil o número de imóveis para venda e aluguel. No comércio e nas indústrias – o desemprego é galopante. E o governo pede aumento de mais impostos! Se o leitor percorrer (após o último aumento dos combustíveis) as principais malhas viárias, especialmente as de escoamento, verá que diminuiu a circulação de veículos. A cidade parece empobrecida. Por último, há de ser convir, que gestão nenhuma vai pra frente sem diálogo, debate, etc. Ninguém pode ser autosuficiente. Na Assembleia Legislativa, ou em qualquer plenário partidário: quem cala – consente. E o governador dever ser humano e humilde para ouvir. Descer do palanque. Não mentir pra si mesmo. Muito menos para o povo.
Valério Mesquita – Escritor, presidente do IHGRN = Mesquita.valerio@gmail.com
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