O dólar fechou em queda de 1,03% nesta segunda-feira (16), cotado a R$ 5,4855 — menor valor desde outubro. O Ibovespa encerrou com um avanço de 1,49%, aos 139.256 pontos.
▶️ Os investidores estão mais cautelosos do que alarmistas sobre a escalada do conflito entre Israel e Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã quer conversar sobre reduzir as hostilidades com Israel e busca o fim do conflito.
O confronto chegou ao quarto dia nesta segunda, sem previsão de cessar-fogo, e já contabiliza mais de 200 mortes no Irã e 22 em Israel, incluindo crianças.
O mercado também considera os impactos indiretos da guerra. Na semana passada, os preços do petróleo subiram mais de 8%, diante do receio de interrupções no fornecimento. No entanto, o Irã afirmou que suas instalações permanecem intactas até o momento.
▶️ Além do conflito, a chamada “Superquarta” também está no radar do mercado. O termo se refere ao dia em que o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros. Espera-se que ambos mantenham as taxas.
▶️ Também foi avaliado o resultado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br, a prévia do PIB), com alta de 0,2% em abril, superando as expectativas do mercado e afastando a chance de freada brusca da economia. Além disso, no boletim Focus, os economistas reduziram a projeção de inflação para 2025, de 5,44% para 5,25%.
▶️ Por fim, a Câmara dos Deputados deve votar nesta segunda-feira um pedido de urgência para analisar o projeto que visa derrubar o decreto do governo federal sobre o aumento do IOF. A crise entre o governo e o Congresso tem reflexos no futuro das contas públicas do país.
O mais grave confronto direto entre Irã e Israel continua a se intensificar e chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (16), após um fim de semana marcado por centenas de mortes, ataques diurnos e de longo alcance. A escalada do conflito preocupa líderes mundiais e aumenta a tensão entre as potências do Oriente Médio.
Israel lançou a “Operação Leão Ascendente” com um ataque surpresa na sexta-feira (13), matando parte da cúpula militar iraniana e danificando instalações nucleares. O Irã respondeu com mísseis que atingiram áreas residenciais e instalações de petróleo em Israel.
▶️ Para os mercados, o conflito desencadeou um sentimento de aversão ao risco, levando os investidores a buscar refúgio em ativos seguros, como o dólar e o ouro, em um primeiro momento. Passado o “susto”, no entanto, houve um momento de realização de lucros.
Além disso, os preços do petróleo dispararam por causa da preocupação sobre a interrupção do fornecimento do produto.
O principal receio é se os ataques vão afetar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo. Mas o Irã afirmou que suas instalações não foram danificadas até o momento.
Nesta segunda-feira, os investidores estão mais calmos e se concentram nas próximas decisões sobre juros no Brasil e nos EUA. Ao final da sessão, os preços do petróleo no mercado internacional, por exemplo, fecharam em queda.+
A próxima quarta-feira (18) é uma “Superquarta”, quando coincidem as reuniões que definem as taxas de juros dos Estados Unidos e do Brasil.
▶️ BRASIL: Por aqui, a maior parte do mercado, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central na semana passada com mais de 130 instituições financeiras, acredita que o cenário já possibilita uma interrupção do ciclo de alta dos juros — que vigora desde setembro do ano passado.
“O Copom deve encerrar o ciclo de aperto monetário em junho, mantendo a Selic em 14,75% ao ano, mas sinalizando estabilidade da taxa por um período prolongado”, diz o Itaú, em comunicado.
Entretanto, há bancos que projetam um novo aumento na taxa básica da economia para 15% ao ano.
A taxa atual de 14,75% é a maior no Brasil em quase 20 anos. O BC tem dito que ela é necessária para desacelerar a economia brasileira e, assim, diminuir a inflação.
▶️ ESTADOS UNIDOS:Nos EUA, a expectativa é que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas, na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. Os mercados ainda apostam em dois cortes até dezembro, com um primeiro movimento em setembro sendo visto como o mais provável.
“O fundamental é quanta flexibilidade o Fed acredita ter. Ficamos positivamente surpresos por ainda não termos visto repasse inflacionário das tarifas”, disse Ben Laidler, chefe de estratégia de ações do Bradesco BBI, à Reuters.
Na semana passada, os investidores repercutiram o novo acordo tarifário entre EUA e China. Eles têm acompanhado de perto a situação preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial caótica prejudicar os lucros corporativos.
Na última quarta-feira (11), o governo federal publicou um novo pacote de medidas tributárias para substituir o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) decretado em maio.
A medida reduz o imposto sobre empresas e seguros do tipo VGBL e amplia a tributação sobre apostas esportivas (bets), criptoativos e investimentos isentos como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito Agropecuário (LCA).
O objetivo do novo modelo era reverter o desgaste político gerado pelo decreto anterior e, ao mesmo tempo, garantir o equilíbrio das contas públicas com novas fontes de arrecadação.
A proposta, no entanto, ainda enfrenta forte resistência de parte do Congresso, que deve votar nesta segunda um pedido de urgência para derrubar o decreto.
Analistas do mercado financeiro avaliam que o governo deveria focar em discutir a eficiência dos gastos públicos e em promover reformas estruturais, em vez de apenas propor novas formas de arrecadação.
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