DEVER DE JUSTIÇA – Berilo de Castro

DEVER DE JUSTIÇA –
Na minha fotobiografia —“Do Futebol à Medicina”— 2012, cometi uma injustiça por ter omitido o nome de uma pessoa que contribuiu muito na nossa trajetória de vida.
Trata-se de Manoel Juvêncio da Costa Júnior — (Manoel). Nascido no Distrito de Santa Maria no município de Extremoz-RN. De família modesta, com 8 irmãos, todos viventes da agricultura familiar.
Na década de 1980, foi nosso caseiro/auxiliar, quando fomos morar no bairro de Capim Macio, na rua Américo Soares Wanderley, zona Sul da cidade. Casa grande e terreno maior ainda. Jovem, educado, atencioso, de alta confiança e muito trabalhador. Dava conta com muita dedicação da sua tarefa diária de zelar por toda grande área externa da casa.
Além de sua vasta atribuição caseira diurna, não lhe faltava disposição para enfrentar os estudos à noite. Matriculou-se no Colégio Ferreira Itajubá, no bairro de Neópolis, passando logo a ocupar lugar de destaque, tanto pela assiduidade, como pelo bom desempenho no aprendizado escolar. Todas as noites quando chegava das aulas, ficava estudando até altas horas da madrugada. Não perdia tempo e, sim, ganhava conhecimentos.
Informado que a Marinha de Guerra abriria um concurso para inscrever estudantes do ensino de primeiro grau para dissertarem sobre a Semana da Marinha, fez sua inscrição e obteve o primeiro lugar, ganhando como prêmio uma viagem na Corveta Forte de Coimbra ( navio de guerra de porte médio e boa mobilidade, minha velha conhecida quando servi na Base Naval, na década de 1960) até a Ilha de Fernando de Noronha-PE. Uma justa e benéfica premiação que lhe incentivou a seguir a carreira militar.
No ano de 1985, após concluir o ensino de segundo grau, fez prova de admissão para ingressar no Corpo de Fuzileiros Navais em Natal, sendo aprovado e logo transferindo para servir na Cidade do Rio de Janeiro.
A sua ausência foi ocupada (a pedido seu), por seu irmão, Gilberto Juvêncio da Costa -(Gilberto), ouro nobre do mesmo garimpo, que permanece até hoje em nossa convívio harmonioso.
No Rio, passou grande parte da sua vida militar ativa. Sempre dignificado por suas ações exemplares. Foi merecedor e ocupou, por méritos, o honroso quadro da elite do Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro.
No ano de 2015 passou para a reserva remunerada como Suboficial , com todas as honras do dever cumprido.
Hoje, voltou a viver no seu berço nascente no Distrito de Santa Maria, onde curte a sua família e a sua nova tarefa de artesão amador, servindo de exemplo e referência para os seus conterrâneos, como um grande guerreiro vencedor.
Parabéns Manoel pelo seu exemplo de um legítimo cidadão brasileiro.
Desculpe a omissão. Receba e abrace o meu  dever de justiça.

Berilo de CastroMédico e Escritor –  berilodecastro@hotmail.com.br

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