As atividades de turismo em Fernando de Noronha foram suspensas a partir desta sexta-feira (20), por meio de um decreto distrital. A medida faz parte das ações para conter o avanço do novo coronavírus, que tem 28 casos confirmados no estado. A partir de sábado (21), a entrada de turistas está suspensa no arquipélago, que tem um caso suspeito da infecção Covid-19.
Segundo o administrador de Noronha, Guilherme Rocha, o prazo para que os turistas deixem o arquipélago é esta sexta (20). “Na segunda [16], iniciamos a semana com 3,2 mil turistas. Na manhã de hoje [20], temos 837 pessoas. Com os voos que temos, acreditamos que vamos tirar todos de lá”, afirmou.
Além da retirada de pessoas de fora, também há recomendação para que os moradores cumpram o decreto estadual e passem a maior parte do tempo em suas casas. “Precisamos isolar a ilha do turismo, mas também precisamos da compreensão dos moradores, que precisam ficar em casa, se isolar”, disse o administrador.
A administração de Noronha está em contato com duas companhias aéreas que fazem voos do continente para o arquipélago, para também retirar servidores estaduais e federais que trabalham no local. Há, nesta sexta (20), confirmação de um voo semanal para retirar essas pessoas, mas existem negociações com outra companhia para que haja pelo menos dois voos por semana.
Para Rocha, a medida busca priorizar a vida, em vez da economia, apesar dos prejuízos causados a pousadas, restaurantes e outros profissionais que atuam no setor turístico. Ao todo, são cerca de 120 pousadas cadastradas em Noronha.
Para os turistas que pagaram antecipadamente a Taxa de Preservação Ambiental, há possibilidade de usar o pagamento em outro período. “Esse é o principal recurso financeiro que temos para custear a manutenção. Esse dinheiro pode ser aproveitado em outra viagem”, declarou Rocha.
Caso o turista queira o reembolso, o administrador alegou que não há, neste momento, possibilidade de ressarcir o valor. “A gente pede paciência, porque agora a gente não pode reembolsar. Mas, daqui a 90 dias, se a gente conseguir vencer essa guerra nesse prazo, a gente vai poder”, afirmou.
A administração de Fernando de Noronha também fechou uma parceria com o Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa) para a distribuição de 2 mil cestas básicas para os moradores. A distribuição fica a cargo da equipe de assistência social da ilha, em data a ser definida.
Ainda segundo Guilherme Rocha, uma pessoa que mora na ilha é um dos casos suspeitos da Covid-19 no estado. “Ela teve contato com uma turista pernambucana e está internada no Hospital São Lucas”, disse. O resultado deve ser divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Há, na unidade de saúde, dois leitos isolados. “Estamos seguindo as recomendações do Ministério da Saúde e da secretaria estadual. Há também um avião para trazer as pessoas em caso de necessidade”, declarou o administrador.
Fonte: G1
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