Há mais de 40 dias foi determinada pelo Ministério da Saúde a mudança no critério de notificação de microcefalia pelo Ministério da Saúde. A medida passou de 33 para 32 cm, seguindo uma determinação internacional. Apesar disso, os dados oficiais dos Estados continuam seguindo critérios diferentes. Não existe um parâmetro de contabilização dos casos, e assim o mapa apresentado pelo Ministério da Saúde tem inúmeras distorções.
Algo em torno de 1.000 notificações ainda inclusas como suspeita são de casos com perímetro cefálico superior à nova determinação. No ultimo boletim sobre a doença foi informado que há 3.530 casos de microcefalia suspeitos de relação como o zika vírus. Há Estados, por exemplo, que nunca usaram o critério de notificar bebês com 33 cm. Já outros, chegaram a usar, mas descartaram os casos logo após a mudança do ministério.
Em Pernambuco estão concentrados 35% dos casos notificados no país até agora. Mas o Estado foi um dos três que decidiu não excluir da lista os bebês com 33 cm notificados inicialmente. Na Paraíba, segunda colocada no ranking de Estados com mais casos, todos os casos suspeitos ainda estão na conta. No Rio Grande do Norte, a secretaria também afirmou que há bebês com 33 cm de perímetro cefálico inclusos na lista atual de notificações, mas não informou quantos.
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