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Cristian Ribera conquista prata histórica para o Brasil nas Paralimpíadas de Inverno

O dia 10 de março de 2026 está gravado na história do esporte brasileiro. Cristian Ribera conquistou a primeira medalha do país em Paralimpíadas de Inverno e se eternizou com a prata em Milão-Cortina. O rondoniense de 23 anos foi o melhor das classificatórias às semifinais, garantindo o pódio inédito para o Brasil ao terminar em segundo lugar na decisão do sprint sentado do esqui cross-country em Tesero, na Itália.

Para completar o dia marcante para o país, Aline Rocha superou o melhor resultado feminino do Brasil em Jogos de Inverno. A atleta de 35 anos terminou em 5° na final do sprint sentado. Anteriormente, a melhor marca de uma mulher brasileira também pertencia à ela, com o 7° lugar no biatlo em Pequim 2022 e Milão-Cortina 2026.

A prata de Cristian Ribera

Principal promessa de medalha para o Brasil em Milão-Cortina, Cristian começou brilhando desde as qualificatórias do sprint sentado. Com o melhor tempo na primeira disputa do dia, o brasileiro avançou em primeiro à semifinal e novamente foi o atleta mais bem colocado na bateria, garantindo a vaga na decisão ao finalizar em 2min28s7.

Cristian desceu em primeiro na grande decisão e teve uma disputa acirrada com o ucraniano Pavlo Bal, que saiu algumas vezes do trilho. Mesmo com a pressão, Ribera manteve a liderança e abriu vantagem em determinado momento da prova. No fim, o chinês Liu Zixu conseguiu melhorar o ritmo e ultrapassou o brasileiro, que terminou com a prata inédita e tempo de 2min29s6. O ouro de Zixu veio em 2min28s9, e o cazaque Yerbol Khamitov completou o pódio, ao terminar a prova em 2min29s9 e garantir o bronze.

Como foram as classificatórias

Além de Cristian Ribera, Guilherme Rocha e Robelson Lula competiram nas classificatórias masculinas do sprint sentado. Os dois terminaram em 18º e 20º, respectivamente, e não conseguiram vagas na semifinal. Por outro lado, Ribera concluiu a prova em primeiro, com 2min08s22, mais de um segundo à frente do canadense Collin Cameron, um de seus principais adversários na disputa por medalha.

Aline Rocha e Elena Sena representaram o Brasil nas classificatórias do sprint sentado feminino. Aline se classificou à semifinal com o terceiro melhor tempo da disputa, finalizando em 2min37s56. Ela foi a única brasileira a avançar entre as 12 mais bem colocadas, já que Elena ficou na 16ª colocação, pouco mais de sete segundos atrás da zona de qualificação.

Wellington da Silva também competiu no sprint em pé, mas ficou com a 19ª colocação nas qualificatórias. O brasileiro terminou com o tempo de 2min48s29, fora do top 12.

Aline Rocha alcança melhor resultado feminino

Na prova do sprint sentado feminino, Aline também fez história antes mesmo da final. A brasileira foi a segunda melhor colocada na bateria da semifinal, com o tempo de 3min05s, conseguindo o melhor resultado feminino do Brasil em Jogos Paralímpicos. No último sábado, com o 7° lugar no sprint do biatlo, ela já tinha igualado a maior marca até então, que também pertencia a ela em Pequim 2022.

Aline Rocha começou a descida da decisão na terceira colocação, mas perdeu posições nas curvas. A brasileira chegou a lutar pelo bronze, mas na reta final da prova foi ultrapassada pela chinesa Shiyu Wang e a alemã Andrea Eskau. Com isso, Aline terminou em quinto lugar, finalizando em 3min21s. Ainda assim, em sua terceira edição paralímpica, a brasileira colocou o país na melhor colocação feminina já alcançada em Jogos de Inverno.

O ouro foi para a americana Oksana Masters, com 3min07s1, e a prata para a sul-coreana Yunji Kim, que finalizou em 3min10s1. A chinesa que ultrapassou Aline foi bronze, com 3min17s9.

Quem é Cristian Ribera?

Cristian Ribera, de 23 anos, é o atual campeão mundial do sprint na categoria sitting do esqui cross-country, para pessoas que competem sentados. Apesar de ainda ser jovem, carrega a experiência de duas participações em Jogos de Inverno e chegou a Milão-Cortina como a grande promessa de medalha para o Brasil.

Ribera foi o atleta mais jovem de PyeongChang em 2018, quando competiu com apenas 15 anos e conquistou a sexta posição nos 15km, melhor colocação de um brasileiro em Paralimpíadas de Inverno até então. Em Pequim 2022, teve Covid-19 dias antes de competir e acabou longe do pódio. No ano passado, foi campeão geral do Circuito da Copa do Mundo e ainda conquistou o Globo de Cristal.

O rondoniense nasceu com artrogripose, uma doença congênita das articulações das extremidades. Aos três meses de vida, mudou-se para Jundiaí-SP em busca de tratamento. Passou por 21 cirurgias para correção das pernas. Começou nos esportes aos quatro anos por indicação médica e praticou natação, atletismo, tênis, bocha, capoeira e dança antes de conhecer o esqui aos 13 anos em um projeto de iniciação da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) na sua cidade.

O esqui cross-country nas Paralimpíadas ❄️

O esqui cross-country é o esporte com a maior participação brasileira. Na modalidade, atletas com deficiências físicas e visuais participam de cinco eventos: sprint, 10km de largada intervalada no estilo clássico, 20km de largada intervalada no estilo livre, revezamento misto 4×2,5km e revezamento aberto 4×2,5km.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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