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Buriticupu, cidade das crateras gigantes no Maranhão, vê problema das voçorocas aumentar

Buriticupu, cidade das crateras gigantes no Maranhão, vê problema das voçorocas aumentar — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A cidade das crateras gigantes no Maranhão está vendo o problema das voçorocas aumentar.

As bordas da cidade se abrem em fendas gigantes, que a cada período chuvoso tiram a paz dos moradores de Buriticupu.

“Assusta a gente porque balança até as coisas dentro de casa, estremece o chão, quando a barreira quebra. Tipo um trovão, um trovão bem forte”, conta a dona de casa Ana Maria Ribeiro.

As primeiras crateras surgiram há quase 40 anos e são abertas com a passagem de água da chuva pelo solo arenoso sem proteção vegetal.

“É um crescimento urbano sem um plano diretor que não contempla essas mudanças urbanas, e ruas pavimentadas sem drenagem. Toda rua vira um rio no período chuvoso e essa água encaminhada para uma encosta, que vira uma nova voçoroca”, explica Marcelino Farias, professor de Geografia da UFMA.

 

Segundo pesquisadores, já são 33 crateras que não param de crescer. Uma voçoroca avançou cerca de 18 m do início de 2025 para cá. Por onde passou foi engolindo tudo, cortou a rua ao meio e bateu a porta das casas. Dezesseis famílias tiveram que deixar seus imóveis, porque ficaram pendurados à beira do abismo. A funcionária pública Nielba Rodrigues dos Santos mora a 15 m da voçoroca e decidiu ir embora:

“A única coisa que eu tenho é minha casa, e eu estou sem noção, sem saber para onde ir, sem destino”, conta.

 

As crateras já causaram sete mortes e tiraram mais de 360 famílias de casa.

“Automaticamente avança o crescimento das voçorocas e o crescimento, também, da quantidade de pessoas desabrigadas”, afirma Isaías Neres, presidente da Asmore.

No dia 5 de março terminou o prazo que a Justiça deu para que a Prefeitura de Buriticupu comprovasse o cumprimento de medidas para conter as voçorocas e proteger as famílias em áreas de risco. Segundo o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, em 2024, o governo federal liberou quase R$ 8 milhões para que a prefeitura construísse 89 casas para famílias atingidas pelas voçorocas. Vinte e sete casas estão prontas há quase um ano, mas nunca foram entregues. A obra das outras 35 está parada.

“A gente espera ter um retorno. É chegar, chamar a gente, dizer assim: a casa de vocês já está pronta, pode ir para o seu novo lar. E isso nunca aconteceu”, diz a dona de casa Ana Cristina.

O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional afirmou que mais de R$ 50 milhões estão empenhados ou em análise para projetos de drenagem e recuperação de áreas moradias atingidas.

Jornal Nacional não teve o retorno da Prefeitura de Buriticupu.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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