Desde que o governo federal publicou a medida provisória 579, a fim de reduzir os preços da energia, foram perdidos R$ 105 bilhões, segundo cálculos feitos pelos especialistas Adriano Pires, do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), e Mário Veiga, da consultoria PSR. O valor é equivalente a um ano de receitas das distribuidoras de energia.
A perda bilionária foi causada pelo desequilíbrio entre receitas e despesas das distribuidoras, pela baixa geração de energia por usinas hidrelétricas e pelas indenizações pagas às empresas que aceitaram renovar as concessões de usinas e linhas de transmissão por meio da MP. Por causa da medida, a maioria das distribuidoras ficou sem energia suficiente para fornecer a seus clientes.
Para contornar o problema, elas foram obrigadas a recorrer ao mercado de curto prazo, segmento no qual a energia é mais cara. O pequeno volume de chuvas acentuou a crise. O preço da energia do mercado de curto prazo (o PLD preço de liquidação das diferenças) é calculado principalmente sobre a expectativa de água afluente nos reservatórios.
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