A corrupção e as estatais

Adauto Medeiros

A operação Lava Jato tem sido o coração do combate a corrupção em uma empresa estatal apelidada de Petrobrás. Quem mais tentou botar uma (ou todas) estatal para funcionar foi Stalin e simplesmente não conseguiu. Aliás, faliu um imenso país.

O que ele conseguiu mesmo foi matar milhões de pessoas, especialmente seus dirigentes e o futuro foram a morte de todas as estatais. Ora, como pode uma diretoria que vai gerenciar uma empresa gigantesca ser escolhida toda por critérios políticos e não por competência?

Como um executivo pode dirigir uma empresa se primeiro não a conhece por dentro e por fora? E às vezes, o que pior, um burocrata, que tem como sua maior experiência o levar um papel de um birô a outro.

Aliás a nossa atual presidente da República foi (é) um desses burocratas que foi “plantada” no cargo de Ministro e era presidente do conselho da Petrobras. Nem entendia do que entrava nem do que sai da empresa. Comprou (ou assinou os papéis, como dizem os que querem defende-la, como se isso já não fosse algo absurdo) irresponsavelmente a empresa Pasadena.

Bom, agora vejam as biografias dos envolvidos no escândalo dessa que é nossa maior empresa estatal e logo chegamos a evidencia que não existe pessoas competentes que há bastante tempo trabalham lá e não conhecem o que sai, o que é produzido e o que entra na empresa.

O PT assumiu as estatais e colocou pessoas com a única finalidade de saquear o patrimônio. Nenhum interesse com a nação, com a produção, com o mercado. A Petrobrás para quem não sabe é empresa SA (Sociedade Anônima), de capital aberto que recebe investimentos de capital nas bolsas em todo o mundo. Mas o governo detém 51% das ações, logo manda e desmanda. Nomeia toda a diretoria e aprova e desaprova o que quer. Saqueou o que quis e o que não quis, sem nenhum respeito pelos acionistas que tem 49% das ações.

Como é que Dilma depois de todos os escândalos na Petrobras nomeou uma pessoa para dirigir a empresa que sequer passou nem mesmo na calçada da empresa? Se for um gênio talvez chegue ao fim do mandato de quem o nomeou, mesmo sem ter conhecimento do que está dirigindo.

Bom, eu que trabalhei mais de 40 anos em empresa privada, posso dizer e falar de uma empresa que conheci de perto, a General Motors, e para alguém ser presidente aqui na fábrica do Brasil sempre colocam alguém com no mínimo 20 anos dentro da empresa. Ora, como alguém pode dirigir uma empresa se não sabe o que essa mesma empresa compra, nem tampouco o que vende?

Diretores sem conhecimento de uma empresa é impossível administrá-la. É impossível para alguém honesto, agora imagine para alguém que está lá apenas para locupletar-se. Agora a Petrobrás. Amanhã será a Eletrobrás e assim indefinidamente. Por falar nisso, será que hoje não é ponto facultativo no Estado? Só Deus sabe!.

Adauto Medeiros, engenheiro civil e empresário adautomedeiros@bol.com.br

 

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