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Copa do Mundo: uso de antena digital em TV evita atraso no grito de gol causado por ‘delay’ da internet

Torcida acompanha partida do Brasil — Foto: Matheus Soares/Grupo Mirante

Com a proximidade da Copa do Mundo, a expectativa para as partidas da seleção brasileira cresce em todo o país, inclusive no Rio Grande do Norte. No entanto, um problema pode atrapalhar a experiência dos torcedores na hora de assistir aos jogos: soltar o grito de gol com atraso. Esse fenômeno ocorre devido ao conhecido “delay”, que é a diferença de tempo na recepção do sinal entre a TV aberta e a internet.

Para quem deseja evitar o inconveniente de ouvir a comemoração dos vizinhos antes do tempo, a solução é simples: basta utilizar uma antena digital.

O problema é sentido de perto por quem trabalha diretamente com o público em dias de evento. Em um bar localizado na Zona Sul de Natal, decorado com caricaturas de Pelé e Maradona que evidenciam o ambiente voltado ao futebol, as reclamações eram constantes.

Madgel Kasin, gerente do estabelecimento, relata que já viu muitos clientes reclamando do atraso do sinal entre uma televisão e outra durante as transmissões dos jogos.

“É uma confusão, porque antigamente a gente tinha um problema com um delayzinho [entre uma TV e outra do bar]. Mas agora solucionou, porque ficou em cada ponto. Agora não tem mais problema, graças a Deus. Agora é tudo igual. Não tem um segundo, dois segundos não. Gol é gol”, contou.

Velocidade da TV aberta

Na Copa do Mundo deste ano, os gols vão acontecer em estádios da América do Norte, com sedes divididas entre os Estados Unidos, Canadá e México.

Apesar da distância geográfica percorrida pelas imagens, a tecnologia atual resolve o percurso. Nesse cenário, a maior velocidade de transmissão pertence à TV aberta, o que possui uma explicação técnica.

As antenas digitais são capazes de receber o sinal da emissora no mesmo instante em que ele é transmitido. Esse processo faz com que a imagem chegue ao televisor antes do sinal recebido via internet.

Segundo Luis Carlos, supervisor de tecnologia da Inter TV, o funcionamento do sistema garante essa vantagem na entrega imediata da imagem aos telespectadores.

“Assim que o sinal chega na TV Globo, ele automaticamente já sobe para o satélite, que apesar de ser um caminho longo, é ultrarrápido, e simultaneamente ele desce para todas as afiliadas ao mesmo tempo. Então, esse fato já proporciona um delay muito pequeno entre a Rede Globo e as afiliadas”, explicou.

“Das afiliadas, o único caminho agora é chegar nos transmissores. E dos transmissores, automaticamente já repassam a transmissão para todas as residências ao mesmo tempo. Então, esse caminho é mais curto”, completou.

 

Tipos de antenas

Para atender a essa demanda, o mercado oferece opções distintas.

Evandro Ferreira, vendedor que distribui antenas para lojas de revendedores, explica que existem dois tipos mais comuns de antenas digitais no comércio: o modelo interno, que é pequeno, e a tradicional “espinha de peixe”, instalada na área externa.

De acordo com o vendedor, o sinal chega de forma diferente para cada um desses tipos de antena.

“Esse modelo interno tem facilidade na instalação porque é muito prático, o próprio usuário comprando ela nas lojas de eletrônico, ele faz a instalação sozinho. Então é “plug e play” mesmo na TV dele e já funciona”, ressaltou.

“A externa é para locais que têm sinais um pouco mais baixos. Então, ela precisa realmente de um técnico para fazer a instalação, toda uma logística para fazer tubulação, cabeamento, e aí ele vai conseguir um sinal melhor pra receber a transmissão”.

Preparação e testes

A Seleção Brasileira tem sua estreia oficial na Copa do Mundo marcada para o dia 13. Antes disso, a equipe ainda disputará dois amistosos, ambos com transmissão da TV Globo.

O jornalista Augusto César Gomes, editor do ge.globo no Rio Grande do Norte, destaca que essas partidas funcionam como testes tanto para os jogadores em campo quanto para o funcionamento das antenas nas casas dos torcedores.

“A gente tem acesso a muita tecnologia hoje, a gente vê aplicativos a toda hora, mas na TV não se compara a velocidade que a imagem chega. Em Copa do Mundo você precisa vibrar antes, a gente tem essa ansiedade de ver o gol primeiro”, disse.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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