O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu o Primeiro Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, num encontro já programado antes da polêmica decisão de Donald Trump, presidente norte-americano, em reconhecer Jerusalém como capital única de Israel. Macron disse a Netanyahu que a decisão do líder americano é muito perigosa, ameaça a paz no Oriente Médio e inclusive é contrária ao direito internacional. Macron afirmou ainda que a França continua convencida de que a única solução, conforme o direito internacional, é  permitir a existência de dois estados lado a lado e para isso se tornar realidade, tem de ser por meio de negociações entre os dois líderes em questão. Desta maneira, a França dará seu apoio para uma decisão que traga paz. Mas, se de um lado Macron não concordou com Trump na mudança da embaixada para Jerusalém, por outro lado foi muito feliz quando reforçou a condenação dos ataques que Israel vem sofrendo do Hamas, ultimamente. Os palestinos vem lançando mísseis da Faixa de Gaza para os territórios israelenses, em protesto pelo polêmico anúncio de Trump. Macron sugeriu também ao premier israelense que dê uma pausa ao projeto de colonização na Cisjordânia, ele acredita que isso ajudaria a acalmar a situação atual. Netanyahu respondeu que não concorda necessariamente com Macron, a quem o chamou durante toda a entrevista de “amigo” e aproveitou o ensejo para agradecer o apoio da França por condenar os ataques terroristas que vem recebendo nos últimos dias e acrescentou ainda que o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas que caso ele queira a paz, que ele vá negociar com Israel”. O ponto duro do encontro foi quando Netanyahu criticou o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, que por sua vez deu uma declaração de que o estado de Israel era um estado terrorista que mata crianças. Neste aspecto citado pelo turco, o premier israelense foi brilhante ao dizer: “Não tenho que receber lições de moral de um dirigente que bombardeia localidades turcas na Turquia, que prende jornalistas, ajuda o Irã a driblar as sanções internacionais e ajuda os terroristas, especialmente em Gaza”. Outro ponto duro para os europeus foi quando ele disse que não pretende aceitar a hipocrisia europeia: “Embora eu respeite a Europa, não estou preparado para aceitar dois pesos e duas medidas”, citando como exemplos atentados idênticos que ocorrem na França, na Inglaterra ou na Alemanha, taxados de atentados terroristas, mas quando ocorrem em Tel Aviv ou em Jerusalém, alguns países na Europa chamam de “conflito”. Enquanto isso aqui em Israel, um agente de segurança israelense foi agredido por um integrante do Hamas, confirmando as perspectivas de que a onda de violência só aumentará nos próximos dias.

 

(Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)

 

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