O que poderia gerar mais um grande conflito no Oriente Médio parece que ficou no campo das especulações. Após a polêmica renúncia do Primeiro Ministro libanês, Saad Hariri, na semana passada, geraram diversas especulações e ofensas tanto do lado da Arábia Saudita, do Hezbollah libanês, Irã e principalmente do próprio Hariri, o cenário dava a entender que os sunitas e os xiitas mais uma vez entrariam em conflito. Tratando-se de dois países fortemente armados, como o caso do Irã e da Arábia Saudita, as tensões eram muitas, mas para a surpresa de todos, Saad Hariri está em liberdade, desde sua inesperada renúncia ao cargo, na semana passada, que provocou uma nova crise política no Líbano. Contradizendo assim os líderes do Hezbollah libanês, que acusavam os sauditas de terem aprisionado o primeiro ministro libanês. Desde sua renuncia em 4 de novembro, Hariri deu sua primeira entrevista em público nesse domingo (12), reafirmando que sua renuncia foi em decorrência de fortes ameaças contra sua vida, bem como a influência dos xiitas do Hezbollah, controlando totalmente o Líbano, também fez críticas a ingerência do Irã em seu país. Por último, Hariri deu a entender que sua renúncia não é definitiva e que muito em breve pretende voltar ao seu país para iniciar os procedimentos constitucionais necessários. O Primeiro Ministro disse ainda que as alegações do Hezbollah na véspera de seu comunicado de renúncia era falso, pois afirma que renunciou por vontade própria, tudo isso em contínua liberdade de expressão e novamente, negando que estivesse em qualquer prisão domiciliar imposta pelos sauditas. Hariri disse ainda temer pela estabilidade em seu país, uma vez que existiria o lado negativo de sua renúncia, em trazer uma nova onda de violência, como a ocorrida em 1975 até 1990. Agora é esperar que o político reveja sua decisão e assim traga calma a sua região, que inclusive deixou o seu vizinho, Israel em alerta.
(Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)
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