A MAGIA DA INCLUSÃO – Alberto Rostand Lanverly

A MAGIA DA INCLUSÃO –

Recordo-me de que, ao concluir o curso secundário em Los Angeles, na Califórnia, uma das maiores alegrias era morar na residência da família que me acolheu, localizada bem próxima à Disneylândia, o que me permitiu visitá-la dezenas de vezes. Desde então, passei a nutrir profunda admiração por Walt Disney e por sua extraordinária capacidade de transformar imaginação em realidade.

Encantava-me cada um dos ambientes do parque e suas atrações inesquecíveis. No entanto, eram os personagens clássicos que mais despertavam meu fascínio: Mickey e Minnie, acompanhados de seus inseparáveis amigos Pato Donald, Margarida, Pluto, Pateta e tantos outros que marcaram gerações.

Retornei inúmeras vezes à Disneylândia e, posteriormente, também à Disney World, na Flórida. A cada visita surgiam novos personagens e histórias. Ao universo encantado foram incorporadas princesas, como Branca de Neve; vilãs inesquecíveis, como Malévola; personagens eternos, como Peter Pan e Sininho; e até mesmo a inesquecível dupla formada pela Bela e a Fera.

Com o passar das décadas, esse universo foi muito além da fantasia tradicional. Novos povos, diferentes culturas e distintas formas de ver o mundo passaram a ocupar lugar de destaque. Chegaram a indígena Pocahontas, a guerreira chinesa Mulan, a havaiana Moana e também a latina Mirabel, protagonista de Encanto.

Essa filosofia também se reflete nos próprios parques. Em suas atrações, espetáculos e desfiles, crianças e adultos de todas as nacionalidades, etnias e tradições sentem-se acolhidos e representados.

Muito além do entretenimento, Walt Disney sonhava com um mundo em que a imaginação fosse capaz de aproximar pessoas, derrubar barreiras culturais e ensinar, de maneira simples e encantadora, que o respeito às diferenças constitui um dos mais sólidos caminhos para a convivência pacífica.

Talvez resida justamente aí um dos maiores legados de sua obra: transformar a fantasia em uma verdadeira celebração da diversidade humana e da inclusão, demonstrando que, independentemente da origem, da cultura ou da língua, todos podem compartilhar o mesmo sonho.

 

 

 

 

Alberto Rostand Lanverly – Presidente da Academia Alagoana de Letras

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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