COISAS QUE EU VI, OUVI OU VIVI: COISAS DE VOLTAR OU COISAS DA VOLTA – Antonio José Ferreira de Melo

COISAS QUE EU VI, OUVI OU VIVI: COISAS DE VOLTAR OU COISAS DA VOLTA –

A decisão de voltar, carrega sempre uma boa dose de indecisão, e exige avaliações diversas, quanto ao merecimento da ação.

Um dos aspectos referentes a decisão de voltar, diz respeito a retornar a determinado ponto.

Outro, pode ser “voltar a fazer”, ou “fazer de novo”.

RETORNAR A DETERMINADO PONTO

Eu, pessoalmente, não gosto de ter que “voltar” para corrigir algo que não foi “bem feito”, ou mesmo para “pegar” algo que foi esquecido ou que, por algum motivo, ficou no “meio do caminho”.

VOLTAR A FAZER

Gosto de usar experiências vitoriosas, para embasar atividades, de forma que ao “fazer de novo”, tenha uma boa dose de certeza de que vai dar certo.

NA PRÁTICA

Na época em que dirigi pessoas nas minhas atividades profissionais, alertava com veemência, sobre a importância dos cuidados necessários para que tudo fosse feito de forma a não precisar “reparar”, para ter uma perfeita conclusão.

Na verdade, até aos meus filhos, sempre chamei a atenção para a responsabilidade de “fazer bem feito”, não importando o tamanho da tarefa.

Nas fazendas que possui, e ainda hoje, no meu dia a dia, procuro “educar”, e passo a orientação de ter cuidado com a boa execução, dando exemplos do “bem feito”.

Por outro lado, e não menos importante, é ter cuidados para não cair na esparrela por conta de precipitações.

Afinal, a pressa é inimiga da perfeição.

EXPEDITO NA ÁREA

Concentrado e escrevendo ainda cedo do dia, imaginando o que relatar a respeito do assunto, escuto o celular tocar e, olhando para o visor, vejo EXPEDITO.

Me informando que viu que eu já estava “on line”, e dizendo que sente falta dos nossos “papos”, não perdeu a oportunidade de ligar imediatamente, para não deixar “o trem passar”.

Me pergunta o que faço já acordado àquela hora, e eu lhe informo o motivo: estou escrevendo sobre “voltar”, tanto no que diz respeito a “retornar”, quanto a “fazer de novo”.

Ele faz um “hum, hum”, como que procurando absorver a ideia, e fala que é um assunto interessante, haja vista que envolve reflexão, sobre a decisão que deve ser tomada.

EXPEDITO E AS COISAS DO BRASIL DE ALEXANDRE IMORAIS

Sem sair do assunto, mas diferentemente do seu comum e positivo estado de espírito, Expedito demonstra um certo desânimo, e diz: é Dôtô, nessa idade qui eu tô, nus meu 8.1, nunca maginei vê o qui tô vendo.

Um Brasil dismoralizado, comu si tivesse dexado seu valô pêlo meio do caminho.

Eu lhe pergunto por que tanta desilusão, e ele fala que a permissividade trouxe a desmoralização para os três poderes do Estado, jogando na lata do lixo o sistema de freios e contrapesos, da teoria de “Montesquieu”, sobre a qual, certa vez chegamos a discutir, para entender o necessário equilíbrio.

Êle pergunta: viu a ceção do STF?

Axa qui ia dá coisa diferente du qui deu?

Dôtô, os homi da capa preta, tumaro gosto pelo pudê da pulítica, e invés di zelá pela democracia, açumiro os contrôle e si transformaro im ditadô, cum o Alexandre Imorais sendo o chefe da gang.

E pergunta: sabi qual é a solução?

Respondo eu: olha Expedito, quando pensei em escrever sobre voltar, não imaginei entrar num campo tão complexo, e, portanto, não tenho resposta pronta para sua pergunta.

Me diga. O que você pensa?

Responde ele: a solução é vortá, Dôtô. Vortar para as coisa séria e honesta.

O sinhô comu um homi tão letrado, sabi o qui dixe Maquiavel: “O mal se faz todo de uma vez e o bem deve ser feito aos poucos”.

Entonces, o pôvo vai tê qui cumê o pão qui o diabo amaçô, prá qui o novo gunvêrno bote as coisa no lugá e concerte os “malfeito”.

Adespois, quando tudo ficá normal, vâmo vortar a se rí.

Vâmo tê qui votá im quem pode disatá essi nó, e fazê as coisa vortá pru seu divido lugá.

Prá concertá o país, nois tem qui vê as ixperiença qui deu serto, ixcrusive as do país de El Salvador, prá incolocá prêzo, eça ruma de ladrão do Banco Master, cumeçando pur Alexandre Imorais.

EXPEDITO E SEUS EXEMPLOS

Dôtô, um gunvernante qui féis o “mensalão, o “petrolão” e muitos ôtro e inté os dólar na cueca, era pra vortá a sê gunvêrno di nôvo? Eu arespondo logo: num era.

O qui acontecêu? Discondenáro o ladrão, e butáro ele nus gunvêrno.

Entonces, quem rôbô o Brasil, vortô cum mais cêde de rôbá, e deça vêis, ajudado pur Janja, qui é “macaca velha”, “paçada na casca do alho”.

Nois é qui vai tê qui concertá a merda qui foi feita, prá vortá a sê filiz.

Podi iscrever iço ai nu artigo, comu 2 e 2 é 4.

Comu ôtro ixemplo, mim alembrei agora di uma coisa ingraçada qui vi no pograma Politicando, do meu amigo Tertuliano Pinheiro: Garibaldi Alves, cum aquelas lezêra dêle, fazendo pulitica numa fêira do interô, deu de cara cum uma inleitôra, e ela pidiu um bêjo. Ele concordô pensando qui era na cara, e ela prantoulhe um bêjo na bôca.

Na saída da fêira, lá vem a inleitôra di novo, e diz: Gari mim dê um bêjo! Aí, êle já insperiente, diz: “não. Você é muito sabidinha”.

Kkkkk. Aí sim. A insperiênça num dêxô ele vortá a paçá vexame.

INTÉ MAIS VÊ

Nesse papo, a hora passa sem se sentir, e eu escuto o grito de Cristina: Expedito, vamos tomar café, que hoje temos muito o que fazer.

Não está lembrado que vamos passar no comitê para pegar os adesivos e as bandeiras do nosso futuro Presidente Flávio Bolsonaro?

Expedito diz: vige Dôtô. Flávio Bolsonaro vem pru RN e nóis tem qui ir prá arecebê ele.

Como não desliga o telefone, escuto falar para Cristina: já vô, môzinho. Deus qui mim livre de num ir buscá uma bandêra bem grande, prá incolocá lá no ôlho da manguêra du sítio.

E diz para ele mesmo: tenho que agradecê a Deus, tê mim trazido Cristina de vorta, prá minha filicidade.

Isso sim, é qui é um exempro de VORTÁ!!!

E sai cantarolando a música VOLTA de Lupicínio Rodrigues

Quantas noites não durmo

A rolar-me na cama

A sentir tantas coisas

Que a gente não pode explicar quando ama

O calor das cobertas

Não me aquece direito

Não há nada no mundo

Que possa afastar esse frio do meu peito

Volta!

Vem viver outra vez ao meu lado

Não consigo dormir sem teu braço

Pois meu corpo está acostumado

Volta!

Vem viver outra vez ao meu lado

Não consigo dormir sem teu braço

Pois meu corpo está acostumado

 

Antonio José Ferreira de Melo – Economista –antoniojfm@gmail.com

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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