O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nessa terça-feira (15) uma recomendação para que tribunais de todo o país respeitem a paridade de gênero na composição de bancas e comissões de concursos que selecionam magistrados.
Isso significa que o CNJ recomenda que os tribunais designem para as bancas o mesmo número de mulheres que o de homens.
Um estudo divulgado em agosto pelo conselho mostrou que as mulheres representam apenas 20,6% dos examinadores em bancas de concursos para juiz.
Na composição das bancas, além de magistrados, há advogados, professores de instituições de ensino superior e convidados. Em 30% das bancas, responsáveis por elaborar as provas e julgar recursos dos candidatos, não havia nenhuma mulher.
A conselheira Ivana Farina, relatora, afirmou que é uma recomendação, “um primeiro passo para que os tribunais na composição de suas comissões de concurso e de suas bancas examinadoras observem a formação paritária de gênero”.
“Creio que esse primeiro passo haverá de colher ações dos tribunais por mais igualdade”, completou a relatora.
O presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, afirmou que a decisão representa uma luta pela igualdade e pela justiça.
“O reconhecimento da presença feminina é uma luta pela igualdade e uma luta pela justiça”, afirmou o presidente do conselho, disse Fux. “O Brasil é um país que promete como ideário da nação uma sociedade plural. Nada melhor que a sociedade plural a inteligência e a sensibilidade das mulheres.”
A recomendação é direcionada aos tribunais e vale para as vagas cujo poder de indicação seja do próprio tribunal. As bancas são compostas, além de magistrados, por representantes de universidades e da advocacia. Há também comissões multiprofissionais. Nesses casos, cada entidade ou instituição deve ser responsável por adotar ou não a paridade.
Em maio, o CNJ instituiu um grupo de trabalho para avaliar mecanismo de maior participação das mulheres nos processos seletivos da magistratura.
O levantamento revelou “notório desequilíbrio de gênero na composição das comissões organizadoras e das bancas examinadoras dos processos seletivos da magistratura, registrando-se, invariavelmente, a minoritária participação feminina”.
O ato aprovado recomenda aos “tribunais de justiça dos estados, aos tribunais regionais federais, aos tribunais regionais do trabalho, aos tribunais de justiça militar dos estados e ao superior tribunal militar que observem, na sua competência, a composição paritária de gênero na formação das comissões organizadoras e das bancas examinadoras de seus respectivos concursos públicos para ingresso na carreira da magistratura”.
Fonte: G1
DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9160 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1070 EURO: R$ 5,7550 LIBRA: R$ 6,6660 PESO…
Professores e estudantes universitários argentinos protestam, nessa terça-feira (12), contra os cortes orçamentários na educação…
1- A CBF divulgou na segunda-feira os dias, horários e locais dos jogos semifinais…
Imagine descobrir, depois de um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por…
O Ministério Público do Rio Grande do Norte vai investigar um suposto caso de racismo…
Moradores da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de…
This website uses cookies.