Astrônomos do ESO (Observatório Europeu do Sul) descobriram a explicação sobre o que controla a aparência única de um tipo de nebulosas planetárias. Os cientistas procuravam um consenso para explicar esse comportamento estranho há tempos.
As nebulosas planetárias são conchas brilhantes de gás. Elas se situam em volta de anãs-brancas, um tipo de estrela como o Sol que está em uma das fases finais da vida. Porém, alguns casos apresentam jatos simétricos, uma característica até então desconhecida pela ciência.
Para entender o que controla a aparência do material lançado no espaço, os astrônomos encontraram um par de estrelas. Elas orbitam uma em torno da outra no centro de um dos mais fantásticos exemplos de nebulosa planetária, a Fleming 1. Essa nebulosa apresenta jatos simétricos e fica na constelação austral do Centauro.
Os astrônomos liderados por Henri Boffin (ESO, Chile) combinaram observações de Fleming 1 do Very Large Telescope (VLT) com modelos de computador existentes. Dessa forma, foi possível explicar como estes estranhos jatos se formam.
Ao estudar a radiação emitida pela estrela central, a equipe detectou duas anãs-brancas no seu centro da nebulosa, orbitando em torno uma da outra a cada 1,2 dias. Estrelas binárias já foram encontradas no coração de nebulosas planetárias antes. Porém, um sistema com duas anãs-brancas a orbitar uma em torno é um fenômeno raro.
Fonte: Exame
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