O Instituto Butantan liberou mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta quarta-feira (16).
As entregas voltaram a ser feitas na semana passada. Com o novo lote, o Instituto totaliza 50 milhões de doses enviadas ao Programa Nacional de Imunização (PNI) desde o início do ano, o que corresponde a metade do total estabelecido nos dois contratos com o governo federal.
Segundo o governador João Doria (PSDB), uma nova remessa será liberada ainda nesta sexta-feira (18).
Durante coletiva de imprensa na sede do Instituto no início da semana, o governador manteve a previsão de concluir a entrega das 100 milhões de doses até o final de setembro.
Esta é segunda remessa a ser enviada ao governo federal após retomada da produção da vacina, que chegou a ser paralisada em maio por conta da falta de matéria-prima.
No final do mês passado, o Butantan voltou a receber o insumo e conseguiu retomar o envase do imunizante.
Na semana passada, em coletiva de imprensa, Doria disse que o instituto vai receber 6 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), suficiente para produção de 10 milhões de doses da vacina do Butantan, no dia 28 de junho.
A matéria-prima, enviada pela biofarmacêutica Sinovac, parceira do Butantan, passa pelos processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade para que a vacina seja entregue ao PNI.
No último dia 14 de maio, o Butantan havia suspendido completamente a produção da CoronaVac por falta de matéria-prima. Cidades ao menos 18 estados chegaram a interromper a vacinação com a segunda dose por falta do imunizante.
Segundo o instituto, a partir do momento que o IFA chega ao Butantan, aguarda-se, em média, 24 horas para que seja possível iniciar o envase. Nesse período, são avaliados diversos fatores, como a variação de temperatura sofrida com a viagem.
Além do envase, os insumos também passam pelos processos de rotulagem, embalagem e controle de qualidade.
A China é fornecedora de matéria-prima para a produção tanto da CoronaVac, do Instituto Butantan, como da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz.
O governo estadual atribuiu os entraves na importação a problemas de diplomacia causados pelo governo federal devido às constantes declarações contra a China.
O Butantan cumpriu no dia 12 de maio a entrega de todas as 46 milhões de doses da CoronaVac previstas no primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde para o PNI.
Inicialmente, o montante total estava previsto para o final de abril, mas houve atraso por conta da falta de matéria-prima.
A remessa desta sexta-feira é referente ao segundo contrato de 54 milhões de doses, que devem ser entregues até setembro.
Veja abaixo as entregas de doses do Butantan ao ministério:
Fonte: G1
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,4300 DÓLAR TURISMO: R$ 5,6340 EURO: R$ 6,0500 LIBRA: R$ 7,2670…
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