AS PEÇAS DO MOSAICO… –
A existência humana se assemelha a um intricado mosaico, onde cada experiência é representada por uma peça colorida que contribui para a construção de um panorama único e pessoal. Inicialmente, somos desafiados a unir esses fragmentos de vivências, buscando dar sentido e coerência ao conjunto. Nesse processo, vislumbramos um cenário ideal, guiados por sonhos e expectativas que nos impulsionam na jornada da vida.
Contudo, a realidade muitas vezes diverge do que imaginamos. À medida que seguimos adiante na montagem desse quebra-cabeça existencial, deparamo-nos com peças que teimam em não se encaixar conforme o planejado. A frustração se instala e a sensação de desorientação nos assombra, questionando nossas escolhas e nos fazendo duvidar do caminho trilhado.
Cada tentativa de forçar o encaixe de uma peça rebelde nos confronta com incertezas e nos leva a refletir sobre nossas trajetórias. Será que estamos no rumo correto? Será que selecionamos as peças adequadas para nossa jornada? A hesitação mina nossa confiança e aquela visão inicial, outrora tão clara e motivadora, começa a se dissipar.
Assim como edificar um castelo de areia à beira-mar, enfrentamos as ondas turbulentas da vida que ameaçam desfazer nossas construções frágeis. No entanto, é importante lembrar que assim como as ondas esculpem a costa, as adversidades moldam nosso caráter e fortalecem nossa resiliência. Cada desafio superado amplia nossas perspectivas e nos prepara para os obstáculos futuros.
A verdade incontestável é que a vida é um constante processo de construção e reconstrução. Nossas expectativas bem-intencionadas podem se tornar armadilhas que nos impedem de apreciar o presente. A perspectiva, por sua vez, nos convida a enxergar para além das limitações autoimpostas e a abraçar as mudanças inevitáveis.
Ao invés de nos prendermos rigidamente a um plano preestabelecido, o mais sensato é aprender a fluir com as águas da existência. Aceitar que os imprevistos são parte integrante do percurso e encontrar beleza nas imperfeições do caminho. São justamente essas falhas e contratempos que conferem singularidade e autenticidade às nossas histórias.
A vida é uma obra de arte em constante evolução. Assim como um artista revisa sua tela a cada pincelada, devemos estar dispostos a reavaliar nossas perspectivas e ajustar nossas expectativas conforme o enredo se desenrola. Ao adotarmos essa postura flexível e criativa diante dos desafios, liberamos todo nosso potencial para construir uma narrativa genuína e repleta de significado.
Flávia Arruda – Pedagoga e escritora, autora dos livros As Esquinas da minha Existência e As Flávias que Habitam em Mim. crônicasflaviaarruda@gmail.com
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