AQUI É MINHA SEGUNDA CASA –
“Aqui é minha segunda casa”, essa foi uma fala da mãe de um paciente recém cadastrado na Casa de Apoio, que recebeu o diagnóstico de Osteossarcoma, um tipo de câncer que afeta os ossos, e precisou deixar sua casa no interior em busca de um tratamento na capital. O relato ocorreu durante uma intervenção interdisciplinar em grupo formado por acompanhantes, onde os momentos de acolhimento, escuta e troca de experiências são de extrema relevância.
Esse discurso acompanha a grande maioria das famílias que ficam abrigadas na Casa de Apoio durante o tratamento, principalmente, aquelas que ficam meses sem poder ir visitar a família e suas casas. Acaba que a convivência diária une e estreita os laços e uma segunda casa vai sendo constituída.
No início do processo de tratamento a adaptação não é fácil, afinal, o primeiro contato com o diagnóstico e o tratamento assustam, o ambiente, as normas e regras diferem das que existem em cada casa e em cada família, mas, é necessário se adaptar. Depois, com o passar do tempo, é notória a mudança de postura e de atitude. Pois, os espaços passam a ser comuns, paciente e acompanhante, acabam se familiarizando aos demais. Pessoas e profissionais, antes estranhos, tornam-se próximos, companheiros da caminhada em busca da cura.
Em seus 24 anos de existência, a Casa Durval Paiva já atendeu a mais de 1500 famílias, e possui atualmente, 567 pacientes ativos e em tratamento, famílias de diversas cidades e também de outros estados que são acolhidas, abrigadas, que ficam dias, meses convivendo diariamente. Nesse contexto, a casa de apoio torna-se a segunda casa, o lugar para onde retornam depois das consultas, procedimentos, exames e internações. E esse lugar, deve ser acima de tudo, um lugar de acolhimento. Enfatizamos assim a missão de acolher os pacientes e seus familiares, durante a após o tratamento, buscando a cura, com um trabalho humanizado, escuta qualificada e, acima de tudo, respeito.
Desse modo, a atuação da Casa de Apoio é de extrema relevância no contexto de enfrentamento da doença e busca da cura, pois, para além, do acolhimento existe um trabalho integrado e uma atenção multidisciplinar, para atender as mais diversas demandas de pacientes e familiares.
Keillha Israely – Assistente Social da Casa Durval Paiva, CRESS/RN 3592
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