Alguns politico precisam aprender aritmética

            Tendo em vista as discussões bizantinas de vereadores sobre a gratuidade das passagens de ônibus urbanos aqui em Natal, resolvi escrever sobre o tema. Em primeiro lugar, reconheço que o nível de aritmética dos nobres vereadores me parece ser baixíssimo entre eles, e no meu entender eles deveriam saber o mínimo antes de propor medidas econômicas sem o menor fundamento lógico, além do mais há também muita falta de bom senso. Talvez muitos pensem que dinheiro caia do céu, sem esforço e trabalho. Como eles apenas recebem do contribuinte talvez pense que venha do céu.

            Bom, mas gostaria que eles entendessem que no mundo em que vivemos não existe nada de graça – nem mesmo aquilo – portanto, tem um grupo de pessoas que se tiver gratuidade, haverá outros, no caso os verdadeiros trabalhadores, que terão que pagar suas passagens majoradas por um principio aritmético, coisa que parece, entre os nobres vereadores haver desconhecimento.

            A reforma na verdade não é para a gratuidade nas passagens e sim a de criar escolas em tempo integral e com ônibus escolares da prefeitura que levem os alunos de suas casas pela manhã retornando à tarde para suas casas. Os Estados Unidos fizeram isto no começo do século XX. Esta, a educação, é um produto de salvação nacional sobre todos os ângulos de uma nação que tenha uma classe politica que realmente deseje o melhor para seus filhos e netos e para a nação como um todo, pensando a nível de gerações.

            Mas, como no Brasil todo mundo dá ideia eu quero também sugerir as minhas em se tratando de vereança em nosso município: a) diminuir o número de vereadores; b) diminuir os salários dos mesmos; c) diminuir os aspones que são muitos e muito bem remunerados; d) cortar verba de sessão extraordinária, pois Vossas Excelências deveriam trabalhar 8 horas por dia que é o suficiente para emitirem discursos (desculpe a expressão da palavra) absolutamente desnecessários e que não tem serventia a não ser gerar discussões bizantinas que não levam a nada, deixando apenas mais claras, todos os dias, a insignificância das mesmas para o povo.

            Vossas Excelências se fossem vendedores de frutas, penso eu, que certamente iriam trabalhar no varejo, pois jamais trabalhariam no grosso. É uma pena!

Adauto Medeiros, engenheiro civil e empresário. adautomedeiros@bol.com.br

Ponto de Vista

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