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Advogado e empresário são presos em operação da PF contra suspeitos de lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu um advogado e um empresário e apreendeu cerca de 50 veículos nessa quinta-feira (5), durante a Operação Pleonexia II, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro a partir de fraudes financeiras envolvendo investimentos em energia solar.

O advogado foi preso em Natal. Já o empresário foi preso em São Paulo. Mandados também foram cumpridos na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A PF apreendeu também dinheiro em espécie e celulares que serão submetidos à perícia e análise.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 244 milhões em bens e valores dos investigados. De acordo com a PF, a medida busca garantir o ressarcimento das vítimas do esquema.

Segundo o delegado da Polícia Federal Joaquim Ciríaco, responsável pela investigação, a operação tem como foco o núcleo de lavagem de dinheiro identificado após a análise do material apreendido na primeira fase da investigação em fevereiro de 2025.

A PF identificou uma empresa sediada em Natal que oferecia investimentos na área de energia solar com promessa de retorno fixo de 5% ao mês. A proposta era de que os investidores comprariam cotas de painéis que seriam administrados pela empresa.

No entanto, conforme as investigações, a empresa não atuava de fato no ramo de energia solar e não possuía autorização dos órgãos reguladores para operar.

Ainda segundo a Polícia Federal, o grupo movimentou mais de R$ 160 milhões em contas bancárias. A PF estima que cerca de 6.300 pessoas tenham sido lesadas em todo o país.

Na primeira fase da operação, foram apreendidos diversos bens e bloqueados pouco mais de R$ 80 milhões.

Como funcionava a ocultação dos bens

A partir da análise desse material, os investigadores identificaram que o dinheiro obtido com a fraude era lavado principalmente em São Paulo, por meio de uma revenda de veículos de luxo.

Segundo o delegado, essa revenda recebia os valores por meio de um operador financeiro e realizava movimentações com o objetivo de ocultar e dissimular a origem dos recursos, além de blindar o patrimônio do líder da organização criminosa, que está preso desde o início do ano passado.

O delegado Joaquim Ciríaco explicou ainda que, embora os líderes da organização não sejam naturais de Natal, a capital potiguar foi escolhida como base do esquema. A empresa principal utilizada na fraude foi constituída na cidade e era registrada em nomes de laranjas.

Segundo a investigação, o grupo usava Natal como ponto estratégico, alegando a alta incidência solar como justificativa para atrair investidores, enquanto a atuação e a captação de recursos alcançavam vítimas em todo o país.

A Polícia Federal informou que há indícios de que o advogado preso atuava na orientação jurídica e na blindagem patrimonial do líder da organização criminosa. As diligências e análises do material apreendido ainda estão em andamento.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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