A ONU NA BERLINDA –

São comuns críticas à atuação da ONU. Alguns (por desinformação) defendem até a extinção do órgão internacional. Sou da corrente, que defende a ONU. Embora não seja um poder armado, a instituição tem o poder de persuasão em momentos de tensão entre países. Quando deputado federal e presidindo o Palatino, tive várias oportunidades de colaborar como expositor em seminários e debates promovidos pela ONU, inclusive no plenário da sede de NY, com a presença de chefes de estado.

Recordo a conferencia denominada HABITAT I, em 1996, realizada em Istambul, onde fui um dos palestrantes. Esta Conferencia ofereceu uma visão positiva dos assentamentos humanos sustentáveis e o “desafio de construção um mundo onde todos possam viver em uma casa segura, com a promessa de uma vida decente, com dignidade, boa saúde, segurança, felicidade e esperança”.

Em que pese a necessidade de fortalecimento da ONU, existem áreas no órgão que merecem correções. O excesso de burocracia faz com que a organização falhe em sua tarefa de ajudar aqueles que mais precisam.

Ultimamente, o Conselho de Direitos Humanos é criticado, por ter em sua composição países como Arábia Saudita, Cuba e Venezuela, comprovadas ditaduras. A imagem que fica é de uma “raposa cuidando do galinheiro”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, chegou a dizer que retiraria o Brasil do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Afirmou: “Aquele conselho não serve para absolutamente nada”, afirmou. “Não é apenas porque vota contra Israel de forma corriqueira, porque estão sempre do lado de quem não presta…”

Outras críticas apontam a concentração de poder em torno dos cinco membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, que podem unilateralmente barrar decisões importantes contra países que ataquem seu povo ou seus vizinhos fator Israel é alvo de contestações permanentes. Tem a proteção dos Estados Unidos e Reino Unido, dois países com poder de veto no Conselho de Segurança.

Em dezembro de 2018, havia 37,5 mil pessoas empregadas no Secretariado da ONU. Um excesso! Percebe-se, que a cúpula da ONU ouve essas críticas e muitas medidas já forma tomadas e outras em andamento. Mas, enquanto isto, a instituição permanece na berlinda, o que enfraquece os seus poderes. Infelizmente, falta um líder global, que encaminhe soluções estáveis e permanentes, em favor dos países-membros.

 

 

 

 

 

Ney Lopes – jornalista, advogado e ex-deputado federal

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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