XEQUE-MATE NO VÍRUS EM NATAL – Geraldo Ferreira Filho

XEQUE-MATE NO VÍRUS EM NATAL –

Com alguns meses de observação já se dá para perceber como evoluiu, onde se errou e porque as mortes ocorreram nesse número no Estado. Não bastava isolar a população, os pacientes tinham que ser tratados. A insistência do governo em divulgar que as pessoas só fossem às unidades de saúde se tivessem falta de ar foi talvez o grande erro, os muitos que chegaram já graves perderam a chance de recuperação. A orientação para o uso sistemático de máscara teria protegido mais as pessoas e freado a velocidade da infecção e a instituição de tratamento profilático para os profissionais de saúde e grupos populacionais de risco, e o tratamento precoce aos primeiros sinais da Covid, teria dado resultados mais favoráveis no Rio Grande do Norte. Apesar das controvérsias sobre níveis de evidências das drogas utilizadas, o fato é que a experiência e resultados alcançados popularizaram principalmente a Ivermectina com as pessoas de Natal como profilaxia. O

Tratamento precoce foi motivo de discussões, mas protocolos foram estabelecidos nos planos de saúde e depois na prefeitura de Natal na forma de Ivermectina ou Hidroxicloroquina associadas à Azitomicina, vitamina D, Zinco, Corticóide para casos sintomáticos, com anti-coagulantes, pulsos de corticóide, oxigênio, ventilação para pacientes graves internados. O quadro atual de reversão da pandemia em vários locais, incluindo Natal se deve ao ciclo da doença que tem forma de sino e cai rápido após o platô, mas a mortalidade foi menor onde se ofereceu cuidados profiláticos e precoces, além de onde os recursos federais foram devidamente usados para ampliar a rede de saúde para os casos de Covid, que demandaram leitos semi-intensivos e vagas em Uti. Algumas cidades do País fizeram distribuição de medicamentos como forma de prevenir agravamentos e necessidade de internamento, onde a mortalidade é mais alta, com excelentes resultados. Na reta decisiva do enfrentamento da Covid, Natal efetivou essas providências. Em visita ao Centro de Atendimento no Ginásio Nélio Dias na Zona Norte da Capital, pudemos conhecer a estrutura de triagem, consulta médica, diagnóstico laboratorial e distribuição de medicamentos. Associadas ao distanciamento social, uso da máscara e do álcool gel, evitando-se aglomerações, proteção e profilaxia aos grupos de risco, além da procura por assistência aos primeiros sintomas da Covid-19, a estrutura assistencial, ao lado das UBSs, UPAs, rede hospitalar e Uti’s parecem estar dando um xeque-mate no vírus. A queda no número de infectados, na transmissibilidade e na procura por internamento sinalizam que a flexibilização do isolamento e a retomada da economia podem, com prudência, continuar.

 

 

 

Geraldo Ferreira – Pres. SinmedRN

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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