VOLTANDO ÀS VACINAS… –

Eu sei que ninguém suporta mais escutar ou falar sobre pandemia, coronavírus, número de mortos, lockdown, postos de vacinação, filas de espera tortuosas; e, que o desejo de todos é ouvir, assistir ou ler acerca de assuntos leves e nada depressivos. Todavia, tomo a liberdade de voltar a discorrer sobre as vacinas, neste instante que tanto se questiona sobre a eficácia de cada uma delas.

Sabe-se que toda vacina leva anos em testes antes de ser liberada para aplicação no público-alvo. Com a vacinação contra a Covid-19 deu-se o contrário. Criaram-se imunizantes, em diferentes continentes do planeta, em tempos recordes. Isso mesmo, em menos de um ano laboratórios de estatais e de multinacionais ofereceram oito ou dez tipos diferentes de vacinas contra a pandemia do momento.

Lógico que surgiram dúvidas diante da diversidade e origem das vacinas. Qual a mais eficiente? Quais benefícios ou prejuízos decorrentes de cada uma delas? Qual a de melhor praticidade operacional: com uma, duas ou três dosagens? E por aí vai o rosário de credibilidades e de receios.

A dúvida continua quanto a necessidade – ou não – de impor obrigatoriedade na vacinação, se no caso de haver risco de contaminação alguém insistir em renegar o imunizante, impunimente. São muitas e diferentes as incertezas carentes de esclarecimentos, posto o curto espaço de tempo decorrido para obtenção de respostas acalentadoras. Faltam-nos elementos que atestem a real serventia das vacinas.

Diante do grau de mortalidade provocado nos infectados pelo vírus Covid-19, eu também me incluo entre os incrédulos das vacinas, mesmo sendo hospedeiro das duas dosagens regulamentares da Coronavac, aceitas por mim num desencargo de consciência. Tal qual São Tomé, preciso ver para crer. Desejo me apoiar em estudo ou pesquisa que revele a serventia do medicamento como garantidor de proteção contra o vírus maldito. Sim, necessito de algo palpável para poder acreditar.

Partindo do fato de eu ser oriundo, profissionalmente, do grupo chamado ciências exatas, entendo que a aferição para corroborar a praticabilidade de uma vacina se apoia em estudos estatísticos. Os hospitais seriam os mananciais para tais colheitas de dados, selecionando quantos e quais dos infectados pelo vírus vieram a óbito, mesmo vacinados por quaisquer das vacinas recomendadas pela Anvisa.

Aí, sim, existiriam aferições confiáveis sob os diferentes aspectos medicinais do imunizante que nos aplicam. Em resumo, saberíamos as respostas para questionamentos primordiais, tais como: o percentual de contaminados vacinados e de não vacinados, que vieram a óbito; quais tipos de vacinas haviam tomado; qual o comprometimento físico causado ao infectado, e por qual vacina.

Perdoem-me a petulância de enveredar por uma área alheia àquela de minha alçada, porém, em se tratando de ciência, somente a Estatística pode precisar, qualificar e quantificar os elementos que traduzem a eficácia ou não do remédio.

Caso a análise desses dados seja positivada como responsável pela diminuição de óbitos e a consequente ampliação de leitos de UTI’s disponíveis nos hospitais; pela queda do número de infectados; em suma, quando somente restarem acamados indivíduos não vacinados; eu inflarei os pulmões com oxigênio e me atreverei a exclamar, tal qual São Tomé: Meu Senhor e meu Deus, a vacina sim, remediará o flagelo da pandemia do século. Amém!

 

 

 

 

José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro e Escritor

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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