Novas imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram o interior do Shopping Tijuca completamente destruído três dias após o incêndio que matou duas pessoas na Zona Norte do Rio. Até o momento, não há previsão de reabertura do local.
As fotos revelam um cenário de devastação, com grande quantidade de ferro retorcido, teto e tubulações severamente queimados, além do chão tomado por entulho, restos de materiais e objetos carbonizados.
O incêndio atingiu uma loja de decoração do centro comercial na sexta-feira (2). Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas. As lojas foram fechadas, e clientes e funcionários precisaram ser retirados às pressas do shopping.
Entre as vítimas fatais está um supervisor de segurança do shopping, que chegou a ser socorrido em estado grave e levado para um hospital, mas não resistiu. A outra vítima é uma brigadista que atuava no centro comercial. Ela participou das ações de resgate, chegou a ser considerada desaparecida e morreu após ser localizada no local do incêndio.
De acordo com relatos de funcionários, o fogo começou no sistema de ar-condicionado de uma loja localizada no subsolo. Por volta das 18h30, eles perceberam um cheiro forte e, em seguida, a presença de fumaça. Logo depois, seguranças do shopping orientaram a evacuação do prédio.
Uma análise preliminar da Defesa Civil Municipal apontou deformação no piso do térreo do Shopping Tijuca em consequência do incêndio no subsolo. A vistoria técnica completa ainda não havia sido realizada até ontem (5) porque o Corpo de Bombeiros seguia atuando no trabalho de rescaldo e controle da área.
Também nesta segunda, um dos sócios da loja onde o incêndio começou prestou depoimento à Polícia Civil. Ele afirmou que foi informado do fogo por um supervisor da loja, que disse já ter acionado a brigada. Segundo o empresário, após o alerta, os brigadistas solicitaram a evacuação do local.
O depoente explicou ainda que o estabelecimento utilizava um sistema de refrigeração integrado ao do shopping, por meio de um equipamento chamado fan-coil, que transforma a água gelada fornecida pelo centro comercial em ar refrigerado. Segundo ele, a manutenção do equipamento estava em dia.
De acordo com o secretário de Defesa Civil, todos os focos de incêndio foram controlados, mas ainda há muita fumaça no subsolo. Para facilitar a ventilação, os bombeiros precisaram abrir um buraco em uma das paredes para a saída da fumaça acumulada.
Enquanto as investigações avançam, representantes do Sindicato dos Bombeiros Civis do Estado do Rio de Janeiro realizaram uma manifestação em frente ao Shopping Tijuca na manhã desta segunda-feira. O grupo cobra esclarecimentos sobre o incêndio e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam no local.
Em nota, o shopping lamentou o falecimento de dois de seus colaboradores, durante o combate ao incêndio na loja Bellart.
“Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos e nos empenhamos em prestar todo o apoio necessário. A equipe atuou prontamente para conter a situação e cumpriu o protocolo de emergência com a devida evacuação de visitantes e lojistas em segurança”, disse a nota.
O Shopping Tijuca também afirmou que cumpriu todos os protocolos de emergência, incluindo o acionamento das sirenes nos locais adequados, e informou que cerca de 7 mil clientes e lojistas foram evacuados em segurança. O centro comercial destacou ainda que não há previsão para reabertura e que, neste momento, os esforços estão concentrados no apoio à atuação do Corpo de Bombeiros e na assistência às vítimas e aos familiares delas.
Fonte: G1
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